Tarifaço: Flávio compara Lula a Biden e chama presidente de “perigo para a nação”

Após governo americano anunciar taxas de 25% sobre produtos brasileiros, oposição sobe o tom contra o presidente, enquanto o Palácio do Planalto promete contestar a medida judicial e internacionalmente

Por
Flávio Bolsonaro
(Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

O governo Trump anunciou nesta quinta-feira (16/07) tarifas de 25% incidentes sobre a maior parte dos produtos importados do Brasil, medida que intensificou o debate político no interior do país.

O pré-candidato à Presidência da República e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) atribuiu ao presidente Lula a responsabilidade pelo tarifaço. Em publicações nas redes sociais feitas logo após o anúncio, o senador declarou que Lula perdeu as condições de continuar no cargo. “Lula não tem mais condições de ser o presidente do Brasil. Estamos num avião sem piloto. O Biden brasileiro está ranzinza, inconsequente e se tornou um perigo para a nossa nação”, escreveu.

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Viagem aos EUA sem resultado

Flávio Bolsonaro viajou aos Estados Unidos nos primeiros dias de julho com a intenção de reverter as tarifas. A tentativa não surtiu efeito.

Do lado americano, o secretário de Estado Marco Rubio atribuiu a responsabilidade pelo tarifaço ao governo Lula.

Leia mais: Lula abre seis pontos sobre Flávio Bolsonaro em pesquisa PoderData/AYA

Resposta do Planalto

A decisão de Washington foi considerada injustificada pelo Palácio do Planalto. Em nota oficial, o governo federal declarou: “O governo brasileiro repudia a decisão anunciada hoje pelo governo dos EUA relativa à imposição de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974”, norma americana que autoriza o Executivo dos EUA a retaliar nações por práticas tidas como desleais no comércio internacional.

O governo brasileiro anunciou que acionará tanto a Lei de Reciprocidade Econômica quanto a Organização Mundial do Comércio (OMC) para contestar as tarifas. Na prática, a estratégia combina instrumentos jurídicos nacionais com o fórum multilateral de comércio para questionar a legalidade das medidas impostas por Washington.

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