A Polícia Civil do Distrito Federal encaminhou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), um pedido formal para interrogar o ex-presidente Jair Bolsonaro. O requerimento, feito nesta quinta-feira (18/06), está ligado à apreensão de uma pistola Glock 9mm registrada em nome dele.
A arma foi retida na última segunda-feira (15/06) durante uma operação de fiscalização da Polícia Militar em Brasília. O veículo onde a pistola foi encontrada era conduzido pelo militar Estácio Leite da Silva Filho, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), vinculado à escolta de Bolsonaro. Segundo o Exército, o registro da arma consta em nome do ex-presidente.
A retenção ocorreu porque o certificado de registro da arma não estava no veículo no momento da abordagem. Estácio Leite afirmou que transportava a pistola para manutenção.
Intimação frustrada e depoimento por vídeo
A Polícia Civil tentou intimar Bolsonaro pessoalmente, mas não conseguiu. Conforme registrado em ofício, “a tentativa de cumprimento da intimação pessoal restou infrutífera, uma vez que a equipe de escolta responsável não permitiu a efetivação do ato, impossibilitando a ciência pessoal do intimando”.
Diante disso, a corporação sugeriu que o depoimento seja realizado por videoconferência na próxima quarta-feira (24/06). A apuração está a cargo da 15ª Delegacia de Polícia do DF.
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Situação jurídica de Bolsonaro
O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão. Desde 24 de março deste ano, ele está em prisão domiciliar humanitária. A medida foi autorizada por Moraes por um prazo inicial de 90 dias, para que Bolsonaro se recupere de broncopneumonia.




