Boulos comemora detenção de Ramagem com expressão usada por Jair Bolsonaro

Ex-deputado cassado foi detido em Orlando por questões migratórias após perder passaporte diplomático em dezembro de 2025

Por Redação TMC | Atualizado em
(Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

O Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos Estados Unidos (ICE) prendeu Alexandre Ramagem em Orlando, na Flórida. A detenção do ex-deputado federal cassado ocorreu nesta segunda-feira (13/4) por questões migratórias. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, reagiu ao episódio.

“Grande Dia”, comemorou Boulos em publicação no X, referindo-se à expressão que era frequentemente usada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nas redes sociais para celebrar vitórias da extrema-direita.

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Ramagem perdeu o passaporte diplomático após a cassação do mandato pelo Congresso Nacional em dezembro de 2025. Agentes do ICE conduziram o ex-parlamentar para um centro de detenção.

O delegado da Polícia Federal está foragido nos Estados Unidos desde setembro de 2025. A fuga aconteceu durante o julgamento da trama golpista no Supremo Tribunal Federal (STF). O tribunal condenou Ramagem a 16 anos de prisão.

Investigadores da Polícia Federal descobriram que Ramagem deixou o Brasil pela fronteira com a Guiana, em Bonfim, Roraima. Após chegar a Roraima, ele seguiu de carro e cruzou a fronteira. Apenas um rio separa os dois países. Da Guiana, embarcou para Miami. Há registro de sua chegada em território norte-americano em 11 de setembro de 2025.

A fuga ocorreu no mesmo dia em que o ministro Alexandre de Moraes, do STF, votou para condená-lo. O magistrado decretou a prisão de Ramagem. O até então deputado federal chegou em território norte-americano sozinho. Passou a viver no país acompanhado da esposa e dos filhos.

O Ministério da Justiça formalizou o pedido de extradição em 30 de dezembro de 2025. A Embaixada do Brasil em Washington enviou a documentação ao Departamento de Estado dos EUA.

Ramagem comandou a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo Bolsonaro, entre julho de 2019 e março de 2022. A gestão dele à frente do órgão foi alvo de investigações. As apurações revelaram uso da estrutura da Abin para monitorar adversários políticos de maneira ilegal. O caso ficou conhecido como “Abin Paralela”.

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