Reunião entre Lula e Trump deve tratar de crime organizado e minerais estratégicos

Presidente brasileiro discute taxação sobre aço, alumínio e cobre, além de cooperação no combate ao crime organizado transnacional

Por Redação TMC | Atualizado em
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, se encontram à margem da 47ª cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), em Kuala Lumpur, na Malásia
(Foto: Evelyn Hockstein/Reuters)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vão se reunir na quinta-feira (07/05). O encontro bilateral está previsto para acontecer em território norte-americano. O Palácio do Planalto e a Casa Branca ainda alinham detalhes do encontro presidencial antes da confirmação oficial.

Mas a pauta da reunião já está encaminhada e deve incluir três temas centrais. As tarifas norte-americanas sobre produtos brasileiros representam a primeira questão. A cooperação no combate ao crime organizado aparece como segundo ponto. Os minerais críticos completam a agenda principal.

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O planejamento indica que Lula viaje na quarta-feira (6/05). O presidente brasileiro deve realizar o encontro com Trump como agenda única. O retorno ao Brasil está previsto para sexta. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, deve acompanhar o presidente brasileiro na viagem.

A tendência é de que Lula não leve um grupo extenso de negociadores. O encontro estava programado desde o início do ano. A guerra no Oriente Médio adiou a viagem de Lula.

Tarifas e investigações comerciais

Parte dos produtos exportados pelo Brasil aos Estados Unidos permanece sob tarifas norte-americanas. Aço, alumínio, cobre e móveis integram a lista de itens taxados. Existe a preocupação de que Trump volte a impor taxas ao Brasil por meio da chamada “seção 301”. A investigação mira temas como o Pix, big techs e etanol. Os Estados Unidos apuram supostas práticas desleais de comércio brasileiras.

A cooperação internacional para combate ao crime organizado também deve integrar a pauta. Um tema correlato é a possibilidade ventilada pela Casa Branca de os Estados Unidos classificarem o PCC e o Comando Vermelho como terroristas. Não há confirmação de que esse assunto será debatido na reunião.

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Minerais críticos e marco regulatório

Uma mineradora americana, a USA Rare Earth, anunciou no fim de abril a compra da brasileira Serra Verde por US$ 2,8 bilhões. A empresa brasileira explora terras raras. Essa transação impactou o mercado de minerais críticos.

Os minerais críticos são essenciais para tecnologias do futuro. O Brasil possui abundância desses recursos. Os Estados Unidos demonstram interesse no setor.

O governo brasileiro discute junto ao Congresso um novo marco regulatório para o setor de minerais críticos. A proposta defende regras que garantam a agregação de valor ao mineral nacionalmente.

Temas “geopolíticos” também devem estar em pauta. Lula vem publicamente divergindo de operações norte-americanas no Oriente Médio e Irã.

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