Durante participação em um evento promovido pela revista Veja nesta segunda-feira (15/06), o pré-candidato Flávio Bolsonaro defendeu a manutenção e o fortalecimento do Bolsa Família, classificando o programa como um “direito adquirido do povo brasileiro”.
Ao abordar políticas de combate à fome, Flávio afirmou que nenhum governo tem o direito de extinguir o benefício e destacou que programas de transferência de renda são adotados em diversos países para atender populações em situação de vulnerabilidade.
“Ninguém tem o direito de tocar ou de acabar com esse programa. Qualquer país do mundo tem um programa para pessoas de baixa renda que têm dificuldade alimentar”, afirmou.
O pré-candidato também relatou ter se reunido recentemente com representantes do Pacto Contra a Fome e elogiou o trabalho desenvolvido pela organização.
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Segundo ele, é possível ampliar investimentos públicos em centrais de distribuição de alimentos para reduzir desperdícios e melhorar o acesso da população mais carente à alimentação.
Para Flávio, não há justificativa para a coexistência de desperdício de alimentos e insegurança alimentar no país.
“Foi o presidente Bolsonaro que triplicou o valor do Bolsa Família. Era em média R$ 190, tinha gente que recebia R$ 95, R$ 100. O Bolsonaro não apenas triplicou esse valor médio para R$ 600, como na época da pandemia ele pagava em dobro para as mães solo”, completou.
Ampliação do Bolsa Família
Flávio também defendeu a criação de mecanismos que permitam aos beneficiários manter o auxílio por mais tempo após conseguirem emprego formal ou abrirem o próprio negócio. De acordo com ele, muitas pessoas evitam a formalização por receio de perder o benefício.
“Nós tínhamos um programa que eu vou voltar, que é dar a segurança às pessoas do Bolsa Família para que, caso elas consigam um emprego formal, caso consigam abrir a sua própria empresa, elas possam se manter recebendo esse Bolsa Família por um período mais longo do que o atual”, disse Flávio.
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Segundo o pré-candidato, a insegurança sobre a manutenção da renda faz com que muitos trabalhadores optem pela informalidade. “Porque muita gente tem um preconceito com relação a quem está no Bolsa Família, como se não quisessem trabalhar. É um erro isso. Quase 70% das pessoas que recebem o Bolsa Família trabalham informalmente e não vão para a formalidade. Por quê? Aliás, essa é uma das críticas que se faz. Porque tem medo de perder o benefício. A gente tem que entender porque há uma memória afetiva até. O Bolsa Família é estabilidade para quem já passou fome”.
Ao encerrar sua participação, o pré-candidato afirmou que o objetivo de suas propostas é criar condições para que os beneficiários conquistem independência financeira e deixem de depender de programas sociais. “Fazer com que as pessoas caminhem com as próprias pernas sem depender de político” .
Apesar da defesa da autonomia econômica, Flávio ressaltou que o Estado deve continuar garantindo assistência às pessoas em situação de vulnerabilidade. “Quem precisar do governo para esse mínimo terá sempre”, declarou.




