O senador Romário (PL-RJ) anunciou nesta terça-feira (30/06) que abrirá mão do salário de parlamentar durante o período da Copa do Mundo de 2026. O ex-jogador, que está nos Estados Unidos para atuar como comentarista esportivo, afirmou que continuará exercendo o mandato e participando das votações do Senado de forma remota.
Em ofício encaminhado ao Senado, Romário solicitou que sua remuneração não seja paga entre 11/06 e 19/07, período que corresponde ao início e ao encerramento da competição. Segundo ele, caso algum valor seja depositado, será devolvido aos cofres públicos.
O senador afirmou que a decisão foi pessoal e ressaltou que continuará acompanhando normalmente os trabalhos legislativos. Romário também disse que optou por manter o mandato em exercício para participar da votação da proposta que trata do fim da escala de trabalho 6×1, tema que considera prioritário.
Atualmente, o Senado realiza sessões semipresenciais, o que permite a participação de parlamentares por meio do Sistema de Deliberação Remota (SDR). Nesse modelo, senadores podem registrar presença e votar à distância, sem prejuízo da remuneração, desde que cumpram as regras de participação.
A decisão de abrir mão do salário foi anunciada após críticas nas redes sociais sobre o fato de Romário exercer o mandato enquanto trabalha na cobertura da Copa do Mundo. Além das transmissões esportivas, o senador também escreve uma coluna sobre o torneio.
Durante sessão do Senado, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), saiu em defesa de Romário. Ele afirmou que o ex-jogador “honra o Brasil” ao participar da Copa do Mundo e criticou os ataques direcionados ao parlamentar.
“Está honrando o Brasil, como sempre honrou, como nosso ídolo”, declarou Alcolumbre, acrescentando que a polarização política tem provocado agressões pessoais e institucionais contra parlamentares.
Romário é senador desde 2015. Ele foi eleito pela primeira vez em 2014 e reeleito em 2022. Antes de retornar ao exercício do mandato em abril deste ano, o parlamentar permaneceu licenciado por cerca de quatro meses para tratar de assuntos de interesse particular, período em que foi substituído pelo suplente.




