O advogado-geral da Petrobras, Wellington César Lima e Silva, desponta como principal candidato para comandar o Ministério da Justiça e Segurança Pública. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve definir nos próximos dias quem substituirá Ricardo Lewandowski por razões pessoais e familiares.
Wellington César, jurista baiano de 60 anos nascido em Salvador, já ocupou brevemente o comando da pasta durante o governo Dilma Rousseff (PT) em 2016. Na ocasião, permaneceu apenas 11 dias como ministro, pois o Supremo Tribunal Federal (STF) considerou inconstitucional a acumulação do cargo com sua função de procurador no Ministério Público da Bahia.
Acesse o canal da TMC no WhatApp para ficar sempre informado das últimas notícias
Entre 2023 e 2024, Wellington atuou como secretário da Secretaria Especial para Assuntos Jurídicos (SAJ) da Casa Civil, órgão responsável pelo assessoramento jurídico da Presidência e pela análise de projetos de lei e medidas provisórias.
Sua carreira foi consolidada no Ministério Público baiano, onde trabalhou como promotor e procurador-geral de Justiça. Atualmente, exerce a função de advogado-geral da Petrobras.
Enquanto Lula não anuncia o novo titular, Manoel Carlos de Almeida Neto, que era o número dois da pasta, foi nomeado ministro interino.
Outros cogitados
Outros nomes também são cogitados para o cargo, como o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o ministro da Controladoria-Geral da União, Vinícius Marques de Carvalho.
Andrei Rodrigues fortaleceu sua posição após conduzir operações estratégicas na Polícia Federal, especialmente aquelas relacionadas à segurança institucional e às investigações sobre a trama golpista.
Vinicius Marques de Carvalho ganhou destaque após atuar em investigações sobre fraudes no INSS.
O governo federal avalia a possibilidade de dividir o ministério, criando uma pasta específica para Segurança Pública. Lula já sinalizou que considera essa reestruturação caso a PEC da Segurança Pública avance no Congresso Nacional.
A decisão sobre o desmembramento também leva em conta o contexto eleitoral de 2026. A medida poderia demonstrar o compromisso do governo com o tema da segurança pública, que ganhou relevância no debate nacional.
