O ministro Alexandre Silveira revelou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva levou diretamente a Donald Trump a preocupação do Brasil com as graves consequências econômicas e sociais geradas pelos conflitos armados globais. A declaração foi dada em entrevista ao repórter Raphael Thebas, da TMC, durante a programação do evento Esfera Brasil, realizado em Guarujá (SP).
Segundo Silveira, que afirmou ter presenciado a conversa entre os dois líderes, o foco do alerta de Lula foi a urgência em cessar as hostilidades para proteger as populações mais vulneráveis, especialmente nos países em desenvolvimento.
“O presidente Lula levou essa preocupação ao presidente Trump […] dizendo que a economia do mundo inteiro preocupa-se”, relatou o ministro. Silveira foi categórico ao explicar a posição brasileira: “Precisamos fazer absolutamente tudo para que essa guerra termine o mais rápido possível. Primeiro porque termina aquilo que machuca a todos, que é tantas vidas sendo ceifadas. Segundo, porque impacta a economia, também matando, porque gera mais fome, mais miséria, menos desenvolvimento”.
O ministro avaliou que, embora a situação internacional seja alarmante, o Brasil conseguiu proteger sua economia de forma mais eficaz do que outras nações. “Tivemos o menor impacto de todos os países do mundo, mas é preocupante”, ponderou. Para o governo, a premissa é clara: o cidadão brasileiro não deve “pagar pelo preço de uma guerra que não é nossa”.
Otimismo no cenário doméstico
Se a visão sobre o exterior exige cautela, o tom adotado para a política interna foi de celebração. Silveira fez um balanço positivo da atual gestão, destacando o aquecimento do mercado de trabalho e a recuperação da credibilidade internacional do país.
“Com otimismo, o presidente Lula retomou todas as políticas públicas tão fundamentais para melhorar a vida da população brasileira”, afirmou o ministro. Ele ressaltou que “o Brasil cresceu e tem o menor índice de desemprego da sua história”.
Ao concluir, Silveira atribuiu a atração de novos investimentos e o desenvolvimento em infraestrutura à capacidade de diálogo do presidente, classificando Lula como o “líder da maior democracia do mundo” e destacando sua confiança na vitória do petista em outubro.
“Teremos pela quarta vez o grande líder que é o presidente Lula, líder da maior democracia do mundo, o único a governar uma democracia de um país transcontinental como o Brasil por três vezes… E, espero eu, por uma quarta vez.”
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