Ao Vivo TMC
Ao Vivo TMC
InícioPolíticaCaso Marielle: STF absolve ex-delegado Rivaldo Barbosa de acusação...

Caso Marielle: STF absolve ex-delegado Rivaldo Barbosa de acusação de assassinato

Ex-chefe da Polícia Civil do RJ foi condenado por obstrução à Justiça e corrupção passiva por receber dinheiro de milícia

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal formou maioria nesta quarta-feira (25/02) para absolver o ex-delegado Rivaldo Barbosa da acusação de planejar e ordenar os assassinatos da ex-vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia votaram pela absolvição do crime de homicídio qualificado.

A turma condenou Barbosa pelos crimes de obstrução à Justiça e corrupção passiva. Os ministros entenderam que o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro recebeu dinheiro da milícia para prejudicar as investigações do caso.

Acesse o canal da TMC no WhatApp para ficar sempre informado das últimas notícias

Barbosa estava preso desde março de 2024. Ele foi nomeado chefe da Polícia Civil do RJ um dia antes do atentado que vitimou Marielle Franco e Anderson Gomes, em março de 2018.

Divergência entre ministros

Os ministros concordaram parcialmente com a denúncia da Procuradoria-Geral da República. Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, e o irmão Chiquinho Brazão, deputado federal sem partido, foram condenados como mandantes do assassinato.

A divergência ocorreu apenas em relação a Barbosa. A turma considerou que as provas apresentadas não eram suficientes para comprovar o envolvimento do ex-delegado no planejamento e execução dos homicídios.

A ministra Cármen Lúcia afirmou: “A atuação do Rivaldo para acobertar, redirecionar, impedir a elucidação do crime me parece que haja provas e provas, até nos autos, de maneira contundente, objetiva e formal. A referência feita antes é que é frágil”.

Condenação por obstrução e corrupção

A condenação de Barbosa por obstrução de justiça e corrupção passiva se baseou em evidências de que ele recebeu valores da milícia. Os ministros entenderam que o ex-delegado atuou para atrapalhar o andamento das investigações sobre os crimes.

A absolvição do crime de homicídio qualificado ocorreu por “dúvida razoável” quanto à participação de Barbosa no planejamento dos assassinatos.

Outros réus no caso

Também foram denunciados o policial militar Ronald Paulo de Alves, acusado de acompanhar os deslocamentos de Marielle Franco, e o ex-assessor Robson Calixto Fonseca, conhecido como Peixe. Fonseca responde por integrar a organização criminosa com os irmãos Brazão.

Domingos Brazão, Rivaldo Barbosa, Ronald Paulo de Alves e Robson Calixto Fonseca estão presos preventivamente. Chiquinho Brazão foi autorizado a cumprir prisão domiciliar no ano passado diante do diagnóstico de graves comorbidades.

Em junho de 2024, o Supremo tornou réus os acusados no caso.

Histórico do ex-delegado

Barbosa comandou a Divisão de Homicídios antes de ser nomeado chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro. Quando foi preso em março de 2024, ocupava o cargo de coordenador de Comunicações e Operações Policiais da instituição.

A assessora Fernanda Chaves ficou ferida no atentado que vitimou Marielle Franco e Anderson Gomes em março de 2018.

Defesa aguarda publicação do acórdão

O advogado de Barbosa divulgou nota afirmando que “respeita a decisão do STF, mas não concorda com a tese de que há prova específica de corrupção e obstrução de justiça”.

O defensor declarou ainda que “assim como conseguimos demonstrar, de forma clara e precisa, que não houve a participação de Rivaldo em homicídio, demonstramos também que nada há nos autos sobre corrupção ou obstrução por parte dele. E, por isso, vamos aguardar a publicação do acórdão para avaliar os recursos cabíveis”.

A defesa aguardará a publicação do acórdão para avaliar os recursos cabíveis contra a condenação por obstrução de justiça e corrupção passiva.

Motivo dos assassinatos

Segundo a Procuradoria-Geral da República, o motivo dos assassinatos foi a atuação política da vereadora Marielle Franco. Ela atuava para atrapalhar interesses dos irmãos Brazão, entre eles a regularização de áreas comandadas por milícias no Rio de Janeiro.

MAIS LIDAS

Notícias que importam para você

Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS

Lulinha admite a interlocutores que teve voo e hotel pagos pelo Careca do INSS, diz jornal

Filho do presidente admitiu ter recebido passagens e hospedagem de Antunes em novembro de 2024 para visitar fábrica de cannabis medicinal
TSE analisa hoje novas regras para as eleições; veja o que muda

TSE analisa hoje novas regras para as eleições; veja o que muda

Ministro Nunes Marques é o relator das resoluções e assumirá a presidência do TSE durante o pleito de outubro
Nunes diz que Flávio Bolsonaro vencerá eleição presidencial “de lavada”

Nunes diz que Flávio Bolsonaro vencerá eleição presidencial “de lavada”

Prefeito representou o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que está em viagem à Alemanha
BH tem ato político com presença de lideranças nacionais

BH tem ato político com presença de lideranças nacionais

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), um dos principais articuladores da manifestação, chegou ao local por volta das 11h