O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou neste sábado (21/02) que o Brasil busca uma relação “madura” com os Estados Unidos. A declaração ocorreu após a Suprema Corte norte-americana derrubar as sobretaxas de 40% impostas pelo presidente Donald Trump sobre exportações brasileiras.
O ministro destacou que o país não será subordinado a nenhuma nação. “O Brasil é grande demais para ser quintal de quem quer que seja. Nós temos que ser parceiros do mundo todo”, afirmou.
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A corte americana decidiu na sexta-feira (20/02) que Trump ultrapassou os limites da presidência ao aplicar as tarifas com base em uma lei de 1977. As sobretaxas atingiam 22% das exportações do Brasil para os Estados Unidos.
Após o revés judicial, Trump anunciou uma tarifa global de 10%. A nova alíquota será aplicada também aos produtos brasileiros.
Um dia depois destas decisões, o ministro da Fazenda concedeu entrevista na Índia neste sábado (21/02) e comentou sobre as reviravoltas do tarifaço imposto por Trump.
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Haddad garantiu que a competitividade brasileira não será afetada pela nova alíquota de 10%. “Tudo o que nós queremos, em relação à Ásia, à Europa e aos Estados Unidos, é ter parcerias maduras, com vantagens mútuas. Não pode ser bom para um lado e ruim para o outro”, afirmou o ministro.
O ministro afirmou que o Brasil agiu “de forma impecável” enquanto as tarifas estavam em vigor. O ministro disse que a decisão da Suprema Corte dos EUA favorece os países afetados pela medida.
Ele afirmou que o país está construindo uma “ponte robusta” para restabelecer a relação com os Estados Unidos. Haddad disse acreditar que o processo deve se acelerar.
