O ministro Dias Toffoli abandonou a relatoria do processo relacionado ao banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira (12/2). A decisão foi tomada após a Polícia Federal (PF) identificar menções ao nome do magistrado em conversas encontradas no aparelho celular de Daniel Vorcaro, proprietário da instituição financeira sob investigação.
O afastamento ocorreu depois de uma reunião realizada na tarde desta quinta-feira (12/02) entre Toffoli e os outros nove ministros em exercício na Corte, convocada especificamente para discutir a situação. O encontro foi motivado pelo relatório policial que apontava possíveis vínculos entre o ministro e o dono do banco Master.
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O documento com as evidências foi entregue pessoalmente pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, na segunda-feira (9/2), três dias antes da decisão de afastamento ser formalizada.
O relatório continha informações extraídas do dispositivo móvel de Vorcaro que estabeleciam conexões entre o magistrado e o caso em andamento, o que poderia comprometer a imparcialidade na condução do processo.
Com a saída de Toffoli, um novo relator deverá ser designado para conduzir o processo relacionado ao banco Master no STF, seguindo os procedimentos internos da Corte para redistribuição de casos.
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