Acesse o menu do site

Toffoli é sorteado relator de ação para instalação de CPI do caso Master

Deputado Rodrigo Rollemberg acionou o STF alegando omissão de Hugo Motta na abertura de investigação sobre rombo bilionário envolvendo o BRB; sorteio do relator ocorreu nesta quarta-feira (11)

Por Redação TMC | Atualizado em
Toffoli
Câmera Fotográfica (Foto: Nelson Jr./STF)

O Supremo Tribunal Federal (STF) definiu, nesta quarta-feira (11), o ministro Dias Toffoli como relator do mandado de segurança impetrado pelo deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF). A ação busca obrigar o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), a instalar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar a relação financeira entre o Banco Master e o BRB (Banco Regional de Brasília).

A distribuição do processo ocorreu de forma comum e automática às 13h53 desta quarta-feira.

Acesse o canal da TMC no WhatsApp para ficar sempre informado das últimas notícias

O deputado Rodrigo Rollemberg acionou a Corte alegando “omissão inconstitucional” por parte da presidência da Câmara. Segundo o parlamentar, o pedido de criação da CPI foi protocolado em 2 de fevereiro com 201 assinaturas — número que supera o mínimo constitucional de um terço dos membros da Casa (171 deputados).

Apesar do apoio necessário, Rollemberg afirma que o requerimento não foi lido em plenário nem tramitado no sistema. O argumento utilizado por Hugo Motta para o represamento seria a existência de uma “fila” de outros pedidos de CPI anteriores.

O que está em jogo?

A investigação mira um rombo bilionário no BRB, estimado entre R$ 6,6 bilhões e R$ 8 bilhões. A suspeita central recai sobre a compra de “carteiras podres” do Banco Master pela instituição brasiliense, em uma operação que teria movimentado cerca de R$ 21 bilhões.

No pedido enviado ao STF, o deputado sustenta que:

  • O silêncio da presidência da Câmara fere o direito das minorias parlamentares.
  • O papel fiscalizatório do Legislativo está sendo obstruído.
  • É necessária uma decisão imediata (liminar) para garantir a instalação da comissão devido à urgência e relevância do caso.

Próximos passos

Com a relatoria definida, o ministro Dias Toffoli deve analisar o pedido de liminar. Existe, no entanto, a possibilidade jurídica de o ministro se declarar impedido ou suspeito para julgar o caso, o que levaria a um novo sorteio entre os demais integrantes da Corte.

Até o momento, a defesa do presidente da Câmara será realizada pela Advocacia-Geral da União (AGU), conforme consta no termo de autuação do processo.

Leia mais: Lula e Flávio Bolsonaro empatam em 41% pela primeira vez no 2º turno, aponta Genial/Quaest

Ao vivo
São Paulo
Ouça a TMC pelo Brasil
  • 100,1FM São Paulo
  • 101,3FM Rio de Janeiro
  • 100,3FM Curitiba
  • 88,7FM Belo Horizonte
  • 92,7FM Recife
  • 100,1FM Brasília
Notícias que importam para você
Copyright © 2026 CNPJ: 07.577.172/0001-71