O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), reduziu de seis para dois dias o período para a Polícia Federal (PF) realizar os depoimentos dos investigados no caso Banco Master.
Toffoli, que é relator da investigação sobre supostas fraudes na instituição financeira de Daniel Vorcaro, justificou a mudança citando “limitação de pessoal e disponibilidade de salas” nas dependências do STF.
“Diante do cronograma sugerido pela autoridade policial para as oitivas por mim autorizadas desde o dia 15 de dezembro de 2025 e considerando as limitações de pessoal e disponibilidade de salas nas dependências desta Suprema Corte, determino que as referidas oitivas sejam realizadas, no máximo, em dois dias, devendo-se apresentar novo cronograma”, disse Dias Toffoli na decisão.
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Anteriormente, os depoimentos estavam programados para ocorrer entre os dias 23 e 28 de janeiro, mas agora a PF precisará apresentar um novo cronograma para realizar as investigações.
A investigação conduzida pela Polícia Federal sob relatoria de Toffoli apura possíveis irregularidades envolvendo o Banco Master. Em novembro, o Banco Central determinou a liquidação extrajudicial da instituição após suspeitas de fraude na venda de carteiras de crédito para o Banco de Brasília (BRB), em operação avaliada em R$ 12,2 bilhões.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o episódio representa a “maior fraude bancária” do país. Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, figura entre os principais investigados que serão ouvidos pela PF.
O relacionamento entre o Supremo Tribunal Federal e a Polícia Federal enfrenta desgaste após decisão de Toffoli na quinta-feira (15/01). O ministro indicou nominalmente quatro peritos da PF para analisar o material apreendido no caso, procedimento considerado incomum.
O protocolo padrão seria o STF encaminhar a demanda ao Instituto Nacional de Criminalística, que conta com mais de 200 peritos, para que a própria direção do órgão designasse os profissionais conforme a especialidade necessária. A cúpula da corporação interpretou a decisão como interferência na autonomia administrativa da instituição.
O STF aguarda agora que a Polícia Federal sugira novas datas para a realização dos depoimentos dos investigados no caso que envolve o Banco Master.
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