A Câmara Municipal do Recife rejeitou nesta terça-feira (3/02) o pedido de impeachment contra o prefeito João Campos (PSB). A votação terminou com 25 votos contrários à abertura do processo, 9 favoráveis e uma abstenção.
A denúncia questionava a nomeação de um procurador para vaga destinada a Pessoas com Deficiência (PcD).
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O pedido foi protocolado pelo vereador Eduardo Moura, do partido Novo. O parlamentar alegava que o prefeito teria cometido crime de responsabilidade e improbidade administrativa ao nomear um procurador para uma vaga reservada a PcD.
A contestação surgiu porque o advogado Lucas Vieira Silva, nomeado para o cargo, participou do concurso de 2022 inicialmente fora da cota para PcD. Em 2025, Lucas apresentou laudo atestando transtorno do espectro autista, o que o colocou na primeira posição na modalidade de vagas para pessoas com deficiência.
A sessão aconteceu na Câmara com a presença de apoiadores do prefeito nas galerias. Durante a votação, houve discussões e troca de acusações entre vereadores da base governista e da oposição.
Lucas Vieira Silva é filho da procuradora de contas Maria Nilda Silva, do Ministério Público de Contas (MPC), e do juiz Rildo Vieira da Silva, titular da Vara de Crimes Contra a Administração Pública do Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco (TJPE).
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Após as críticas, João Campos anulou a nomeação de Lucas e designou Marko Venicio dos Santos Batista para o cargo. Marko havia sido aprovado originalmente em primeiro lugar na vaga para PcD e recorrido à Justiça questionando a nomeação anterior.
Durante a sessão, o líder do governo, Samuel Salazar (MDB), defendeu a legalidade dos atos do Executivo. “O pedido era inconsistente”, afirmou o vereador durante o debate. A oposição manteve a acusação contra o prefeito mesmo após a anulação da nomeação questionada. Os aliados de Campos declararam que o pedido de impeachment teve motivação política e eleitoral.
