Um policial militar identificado como Diego dos Santos Oliveira foi preso suspeito de roubar dois celulares de alto valor durante uma negociação de compra e venda combinada pela internet. Os aparelhos, dois iPhones 17 Pro Maxi Silver de 512 GB, foram avaliados em R$ 7.440 cada, totalizando R$ 14.880, segundo depoimento de uma das vítimas ao boletim de ocorrência.
As vítimas são dois rapazes, de 24 e 29 anos, que anunciavam os celulares online. De acordo com o relato do vendedor de 29 anos, o contato inicial foi feito por uma pessoa identificada como Fabi, pelo Facebook. Após um encontro em uma padaria que estabeleceu confiança entre as partes, Fabi demonstrou interesse nos dois iPhones. A retirada dos aparelhos foi remarcada, e Fabi avisou que enviaria outra pessoa, identificada como Diego, para buscar os celulares.
Encontro e ação na estação Tucuruvi
O encontro aconteceu na catraca da estação Tucuruvi. Diego pediu que os dois rapazes o acompanhassem até a área externa. Segundo os depoimentos das vítimas, ele estava em um canteiro com boné azul e uma bolsa. Recebeu os aparelhos, guardou-os na bolsa e, em seguida, sacou uma arma de fogo, apontando-a para o rapaz de 24 anos.
Sob ameaça, as vítimas foram mandadas atravessar a rua. Ao perceberem que estavam sendo roubadas, os dois passaram a seguir o suspeito. Diego tentou escapar em uma motocicleta, mas perdeu o controle do veículo em uma via próxima. As vítimas o alcançaram e houve luta corporal.
Durante a imobilização, Diego tentou sacar a arma novamente. Uma terceira pessoa presente no local retirou o armamento de sua cintura e o descartou em um bueiro. Uma mulher que passava pela rua também colaborou com a contenção, usando seu carro para ajudar.
Policiais militares que realizavam patrulhamento na região foram acionados após relatos de briga e homem armado nas proximidades da estação. Ao chegarem, encontraram uma das vítimas com lesões. Seguindo a indicação dos rapazes, os agentes localizaram Diego com escoriações.
Segundo os depoimentos das vítimas, o suspeito fez ameaças de morte durante a abordagem e disse que iria “colocar um tráfico em seu nome” — referindo-se às vítimas. As ameaças teriam se repetido dentro da viatura policial.
Diego apresentou uma versão diferente dos fatos, alegando ter sido abordado para ser roubado. O caso foi enquadrado pela autoridade policial como roubo a transeunte com violência ou grave ameaça e uso de arma de fogo. O registro foi feito no 73º Distrito Policial do Jaçanã. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) não forneceu comentários. Diego permaneceu detido, e a investigação segue em andamento.




