A Polícia Civil de São Paulo prendeu neste sábado (20/06) mais três suspeitos pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos. Uma mulher e dois homens foram detidos. As identidades dos novos presos não foram divulgadas.
Leia mais:
- Morte em rope jump: testemunha relata falha em inspeção e pânico após queda de jovem
- Enfermeira relata atendimento à jovem lançada sem corda em rope jump
- Veja o vídeo da mulher que foi lançada sem cordas em salto de rope jump
A jovem morreu no último sábado (13/06) após ser lançada de uma altura de 40 metros durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior de São Paulo. Ela deveria estar presa a duas cordas de segurança, mas nenhuma delas estava instalada no momento do salto, segundo a Polícia Civil.
Instrutores já estavam presos
Três instrutores haviam sido detidos antes: Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves. Na última terça-feira (16/06), os três foram transferidos para o CDP II de Guarulhos (Centro de Detenção Provisória).
A Polícia Militar havia prendido seis pessoas no sábado (13 de junho), data da morte de Maria Eduarda, conforme informou a Prefeitura de Limeira.
O caso é investigado como homicídio com dolo eventual, quando o agente assume o risco de causar a morte, mesmo sem a intenção direta. A delegada Andrea Levy conduz a investigação. A polícia também apura o desaparecimento de uma câmera que estava com a vítima no momento da queda.
Briga pela responsabilidade da ponte
A Secretaria de Patrimônio da União (SPU) lamentou “a morte trágica de uma jovem durante atividade esportiva não autorizada na ponte do Esqueleto”. Segundo o órgão, a ponte “pertencia a trecho não implantado do ramal da RFFSA entre Limeira e Cordeirópolis, no interior de propriedades particulares” e que “a transferência patrimonial para a superintendência da SPU de São Paulo foi finalizada em março de 2026”.
A Prefeitura de Limeira afirma que a “responsabilidade pela fiscalização, manutenção e controle de acesso à Ponte do Esqueleto é exclusivamente do governo federal”. O município comunicou que vai processar a União por omissão.




