Justiça mantém presos suspeitos de atentado contra tenente da Rota

Ronickson Pimentel dos Santos, 39 anos, foi baleado na cabeça no sábado (27) em São Caetano do Sul e segue internado no Hospital Estadual Mário Covas

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Foto: Reprodução/Circuito de segurança

A segunda-feira (29) trouxe a decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) de manter encarcerados dois suspeitos de terem dado suporte ao atentado contra o tenente Ronickson Pimentel dos Santos, de 39 anos, lotado no 1º Batalhão de Polícia de Choque (Rota). O resultado foi definido durante a audiência de custódia realizada após a captura dos dois homens.

No sábado (27), Ronickson foi atingido por um tiro na cabeça enquanto estava à paisana na Avenida Goiás, em São Caetano do Sul. Os disparos foram efetuados por dois homens que se deslocavam em uma motocicleta vermelha. O resgate foi feito por helicóptero Águia, e o tenente recebeu atendimento no Hospital Estadual Mário Covas, onde foi submetido a uma cirurgia neurológica. A unidade hospitalar informou que ele permanece internado em estado gravíssimo, porém estável.

Presos um dia após o ataque

A Polícia Militar de São Paulo prendeu os dois suspeitos no domingo (28), na região de Guaianases. Os detidos têm 52 e 40 anos. Um terceiro indivíduo, de 24 anos, também aparece no contexto das investigações. Dois carros foram apreendidos pela polícia.

De acordo com a PM, um dos suspeitos admitiu ter prestado apoio logístico à execução do crime. Ambos possuíam antecedentes policiais ligados ao crime organizado. Na madrugada de segunda-feira (29), por volta das 5h, os detidos foram encaminhados ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).

Uma câmera de segurança registrou os suspeitos em uma academia por volta das 11h18 do sábado (27), antes do ataque. Os dois homens que efetuaram os disparos, porém, ainda não foram localizados, conforme a PM.

Trajetória do tenente

Antes de ingressar na Polícia Militar, Ronickson Pimentel dos Santos serviu como fuzileiro naval na Marinha do Brasil entre 2006 e 2009. Ao entrar para a corporação policial, em 2009, iniciou a carreira na graduação de soldado. Seis anos depois, em 2015, concluiu a formação na Academia de Polícia Militar do Barro Branco e passou a compor o quadro de oficiais. Desde 2019, integra o 1º Batalhão de Polícia de Choque (Rota), acumulando ao longo da trajetória 7 anos de atuação em patrulhamento de Força Tática.

O tenente é irmão mais velho de Eloá Cristina Pimentel, que tinha 15 anos quando foi morta em 2008, após um cárcere privado protagonizado pelo ex-namorado Lindemberg Alves. Na época, Ronickson depôs no Tribunal do Júri e descreveu o comportamento do réu: “Ele era agressivo, sempre arrumava brigas por futebol”, disse o tenente sobre Lindemberg.

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