A Blue Origin lançou o foguete New Glenn neste domingo (19) em Cabo Canaveral, na Flórida. A decolagem às 7h25 locais (8h25 de Brasília) marcou a primeira vez que a empresa espacial de Jeff Bezos utilizou um propulsor reutilizado. O foguete transportou um satélite de comunicações da AST SpaceMobile.
O New Glenn, com quase 100 metros de altura, decolou com um propulsor já utilizado em voo anterior. Os dois estágios do foguete se separaram após a decolagem. O estágio superior seguiu levando o satélite ao espaço. O propulsor pousou com sucesso em uma plataforma flutuante no Oceano Atlântico quase nove minutos e trinta segundos depois.
A empresa substituiu todos os motores e fez diversas modificações no propulsor recuperado no voo anterior. Em novembro, a Blue Origin havia recuperado pela primeira vez um propulsor do New Glenn, realizando um pouso vertical controlado em uma plataforma flutuante. O propulsor utilizado no lançamento de domingo foi recondicionado após aquele voo.
A Blue Origin já havia lançado o New Glenn em duas oportunidades anteriores, mas apenas com propulsores novos. A companhia também já havia lançado seu foguete menor, o New Shepard, utilizado principalmente para o turismo espacial suborbital, com componentes reutilizados, embora em uma operação tecnicamente menos exigente.
Uma tentativa anterior de recuperar o propulsor, em janeiro de 2025, fracassou depois que os motores não conseguiram ser reativados durante a descida.
Concorrência com a SpaceX
A reutilização do propulsor acontece em um cenário de concorrência intensa entre a empresa de Bezos e a SpaceX, do magnata da tecnologia Elon Musk, que também já recuperou um propulsor de um foguete lançado.
O New Glenn está no centro das ambições espaciais de Bezos. Ele compete com Musk no programa lunar Artemis da Nasa. As respectivas empresas espaciais desenvolvem módulos de alunissagem para a agência espacial americana. Os Estados Unidos intensificam os esforços para levar astronautas novamente à superfície da Lua em 2028, antes do fim do segundo mandato do presidente Donald Trump. A intenção é superar a China, que tem aspirações similares.




