Quem é Mariangela Hungria: brasileira entrou na lista das 100 pessoas mais influentes do mundo

Microbiologista da Embrapa é reconhecida por pesquisas com microrganismos que substituem fertilizantes sintéticos na agricultura

Por Redação TMC | Atualizado em
Mariangela Hungria segura livro enquanto está sentada olhando para a câmera
(Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

A microbiologista Mariangela Hungria, da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), foi incluída pela revista norte-americana Time na lista das 100 pessoas mais influentes do mundo em 2026. A divulgação ocorreu nesta quarta-feira (15/04). A cientista é reconhecida internacionalmente por suas pesquisas em microbiologia do solo.

A publicação norte-americana selecionou Mariangela Hungria ao lado de outros dois brasileiros: o ator Wagner Moura e o pesquisador da área de saúde Luciano Moreira. A agrônoma e microbiologista desenvolve há décadas soluções biológicas voltadas à agricultura.

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O reconhecimento está relacionado ao trabalho no desenvolvimento de microrganismos que substituem, de forma parcial ou total, fertilizantes sintéticos. As pesquisas conduzidas por Hungria avançaram alternativas baseadas em processos naturais para a agricultura.

Em 2025, a pesquisadora recebeu o Prêmio Mundial da Alimentação, uma das principais distinções globais na área de segurança alimentar e agricultura, conhecido como “Nobel da Agricultura”. Hungria foi a primeira brasileira a receber essa honraria.

A cientista integra a Embrapa e atua como referência internacional na área de microbiologia do solo. Seu trabalho beneficia produtores agrícolas no Brasil e em diferentes países que adotam as tecnologias biológicas desenvolvidas por suas pesquisas.

A aplicação das tecnologias ocorre em larga escala no território brasileiro, especialmente na produção de soja. A adoção vem sendo expandida em diferentes países.

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Aproximadamente 85% da produção de soja no Brasil utiliza os microrganismos desenvolvidos nas pesquisas. A adoção dessas soluções possibilita uma economia anual de aproximadamente US$ 25 bilhões aos produtores brasileiros. A tecnologia evita a emissão de cerca de 230 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente.

O trabalho se concentra no desenvolvimento de bactérias que permitem às plantas fixar nitrogênio diretamente da atmosfera. Isso reduz a necessidade de insumos químicos. Os fertilizantes químicos, utilizados amplamente há mais de um século, desempenham papel central na produtividade agrícola global ao fornecer nutrientes essenciais às plantas. O uso excessivo pode causar impactos ambientais, como a contaminação de corpos d’água por escoamento e a emissão de gases de efeito estufa.

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