Anvisa aprova Wegovy para tratamento de gordura no fígado com inflamação

Medicamento demonstrou reverter inflamação em 63% dos pacientes, revela estudo

Por Redação TMC | Atualizado em
Caixas de canetas de emagrecimento das marcas Wegovy e Ozempic
(Foto: REUTERS/Hollie Adams)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso do medicamento Wegovy (semaglutida 2,4 mg) para o tratamento de gordura no fígado com inflamação em adultos com fibrose moderada a avançada, sem cirrose hepática.

A decisão foi tomada nesta segunda-feira (15/12), ampliando as indicações da caneta emagrecedora da farmacêutica Novo Nordisk, que já era aprovada no Brasil para tratamento da obesidade desde janeiro de 2023.

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A gordura no fígado, também chamada de esteatose hepática, afeta aproximadamente 30% da população global e está diretamente relacionada ao sobrepeso e à obesidade. Oito em cada dez pessoas com excesso de peso convivem com o problema.

Sem o tratamento adequado, que inclui mudanças de hábitos e dieta, a gordura no fígado pode evoluir para um estágio mais grave, conhecido por MASH (esteatohepatite associada à disfunção metabólica). Essa condição aumenta o risco de doenças cardiovasculares, cirrose e a necessidade de um transplante de fígado.

A aprovação da Anvisa baseou-se nos resultados de um estudo de fase 3 publicado na revista científica The New England Journal of Medicine, que incluiu cerca de 1.200 participantes diagnosticados com a condição.

Após 72 semanas de tratamento com o Wegovy, aliado a hábitos saudáveis, 63% dos pacientes que usaram o Wegovy apresentaram desaparecimento da inflamação no fígado, contra 34,3% no grupo placebo. Além disso, 37% dos pacientes tratados tiveram melhora no estágio da fibrose hepática e em 33% dos casos, os dois benefícios ocorreram simultaneamente.

“Os resultados sugerem que, mesmo com pouca perda de peso, as pessoas com MASH tratadas com semaglutida 2,4 mg tiveram melhoras mais significativas nos parâmetros de saúde do fígado do que aquelas que receberam placebo”, afirmou Martin Holst Lange, diretor científico e vice-presidente executivo de Pesquisa e Desenvolvimento da Novo Nordisk, em comunicado da farmacêutica à imprensa.

Leia mais: Anvisa acelera análise de canetas emagrecedoras fabricadas no Brasil

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