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Operação da PF prende secretário do Ministério da Previdência e filho de ex-diretor do INSS

Adroaldo Portal, então número dois do ministério, foi exonerado poucas horas depois da ação

A Operação Sem Desconto, deflagrada nesta quinta-feira (18/12), prendeu Adroaldo Portal, secretário-executivo do Ministério da Previdência Social, e Éric Fidelis, filho do ex-diretor de Benefícios do INSS, André Fidelis.

A ação é executada pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria-Geral da União (CGU) e investiga o esquema de descontos ilegais em benefícios previdenciários. A nova etapa da operação acontece sete estados e tem entre seus alvos o senador Weverton Rocha (PDT-MA) e um assessor dele.

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Adroaldo Portal é o atual número dois do Ministério da Previdência Social, abaixo apenas do ministro Wolney Queiroz Maciel (PDT). Portal foi afastado do cargo e teve prisão domiciliar decretada. Ele já foi chefe de gabinete do senador Weverton.

Outro preso pela operação nesta quinta é Éric Fidelis, filho do ex-diretor de Benefícios do INSS, André Fidelis.

Mais cedo, no início da manhã, a operação da PF prendeu também Romeu Carvalho Antunes, filho do “Careca do INSS”.

Exoneração

Poucas horas após o início da operação, Adroaldo Portal foi exonerado pelo ministro Wolney Queiroz.

“O Ministério da Previdência Social e o INSS permanecerão contribuindo ativamente com as investigações e atuando para recuperar os recursos desviados por esse esquema que começou no governo anterior, mas foi interrompido neste governo”, informou Queiroz, em nota.

O ministro também informou que o procurador-federal Felipe Cavalcante e Silva, atual consultor jurídico do ministério, assume a função de secretário-executivo.

Esquema criminoso

O esquema criminoso foi identificado em abril de 2025, quando a PF descobriu descontos irregulares em benefícios de aposentados e pensionistas entre 2019 e 2024. As fraudes envolviam cobranças de mensalidades descontadas diretamente dos benefícios previdenciários, simulando filiações voluntárias a associações que os beneficiários nunca autorizaram.

Segundo as investigações, os desvios podem chegar a R$ 6,3 bilhõesAs diligências estão sendo realizadas em São Paulo, Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Minas Gerais e Maranhão, além do Distrito Federal.

Os suspeitos retiravam valores mensalmente dos beneficiários do INSS, simulando filiações a associações de aposentados. O ministro da CGU, Vinícius de Carvalho, informou que essas associações alegavam oferecer serviços como assistência jurídica e descontos em academias e planos de saúde, mas não possuíam estrutura para isso.

A primeira fase da operação foi deflagrada em 23 de abril, quando 11 entidades foram alvo de medidas judiciais e tiveram seus contratos com aposentados e pensionistas suspensos. O caso gerou uma crise no Ministério da Previdência, culminando na demissão do então ministro Carlos Lupi (PDT), que foi substituído por Wolney Queiroz, anteriormente secretário-executivo do órgão.

Em julho, o governo federal começou a devolver os valores indevidamente descontados, realizando o reembolso em parcela única, sem lista de prioridades. O prazo para contestação dos descontos não autorizados foi estendido até 14 de fevereiro de 2026.

Leia mais: Senador Weverton é alvo de operação contra fraudes no INSS

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