Câmara quer ouvir diplomatas para esclarecer posição do Brasil sobre Venezuela

Convocações devem ser pautadas em fevereiro, quando o Legislativo retomar os trabalhos

Por Redação TMC | Atualizado em
Panorâmica da Câmara dos Deputados
Câmara dos Deputados (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

O presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, Filipe Barros (PL-PR), anunciou que convocará o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o assessor especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Celso Amorim, para prestarem esclarecimentos sobre o posicionamento brasileiro em relação à Venezuela.

O anúncio foi feito nesta terça-feira (6/1) ao Broadcast Político, após a operação militar dos Estados Unidos que resultou na captura de Nicolás Maduro. As convocações devem ser pautadas quando o Legislativo retomar os trabalhos em fevereiro deste ano.

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O deputado do PL paranaense tentou realizar uma reunião emergencial durante o recesso parlamentar, mas afirmou que foi impedido pelo regimento interno da Casa. Além das convocações, Barros informou que pautará um requerimento de apoio à prisão de Maduro e defenderá o envio de correspondências a organismos internacionais.

“Tomei algumas iniciativas que nós vamos apreciar na primeira semana de fevereiro, na volta do recesso. A primeira delas é a convocação do Mauro Vieira e do Celso Amorim. O Celso Amorim é, como todos nós sabemos, o chanceler de fato. Então, é importantíssima a presença do Mauro Vieira, que responde pelo Itamaraty, mas quem desenha a política e a estratégia internacional do Lula é o Celso Amorim”, afirmou Barros.

O presidente da Comissão justificou a necessidade de esclarecimentos citando o histórico de relações entre o PT e o regime venezuelano: “Eles têm que prestar esclarecimentos ao Congresso Nacional de qual é a postura efetivamente do governo Lula, porque sempre existiu, historicamente, um alinhamento do PT e da esquerda com o regime do Nicolás Maduro”, disse Barros.

Barros também afirmou que planeja organizar uma missão oficial à Operação Acolhida, na fronteira Brasil-Venezuela em Roraima, para verificar a assistência aos refugiados venezuelanos. “Quero ver se consigo fazer isso logo no comecinho de fevereiro”, declarou o deputado, que prevê um aumento no fluxo migratório. “A tendência é de que aumente um pouco o fluxo de refugiados”, acrescentou.

Leia mais: Trump diz que operação na Venezuela provou superioridade militar dos EUA

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