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Presidentes da Câmara e Senado não participarão de ato pelos três anos do 8 de janeiro

Motta e Alcolumbre estarão ausentes da cerimônia em defesa da democracia no Planalto que marca aniversário dos ataques às sedes dos Três Poderes

Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União-AP) estarão ausentes do evento em defesa da democracia organizado pelo governo federal nesta quinta-feira (08/01) no Palácio do Planalto. A cerimônia marca o terceiro aniversário dos ataques às sedes dos Três Poderes em Brasília, ocorridos em 8 de janeiro de 2023.

O Poder Legislativo não programou nenhuma celebração própria para lembrar a data em 2026, enquanto o Supremo Tribunal Federal e o Palácio do Planalto mantiveram a tradição de marcar o evento. A ausência dos líderes do Congresso Nacional acontece em um contexto em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve vetar o projeto que concede anistia aos participantes dos ataques golpistas.

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O padrão de ausência se repete desde 2024. O ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), também não compareceu aos atos realizados nos dois anos anteriores. No primeiro ano após os ataques, Lira justificou sua falta alegando problemas de saúde com um familiar.

Em 2024, o primeiro ato em defesa da democracia foi realizado no Salão Negro do Congresso Nacional, com a presença apenas do então presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), representando o Legislativo. No ano seguinte, quando a cerimônia foi transferida para o Palácio do Planalto, nem Pacheco nem Lira compareceram, e o Senado foi representado pelo então vice-presidente Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB).

O Congresso Nacional foi o primeiro prédio atacado durante os eventos de 8 de janeiro de 2023. Na Câmara dos Deputados, foram destruídos mais de 400 computadores, além de televisores, telefones, móveis e obras de arte. Um estudo conjunto da Polícia Federal com pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais identificou 186 peças artísticas danificadas nos ataques, parte delas localizadas na Câmara e no Senado. O valor das obras afetadas nos três prédios (Congresso, STF e Planalto) totaliza R$ 20 milhões, com prejuízo material estimado em R$ 12 milhões.

Ainda não está definido se o presidente Lula vetará o projeto de anistia durante a cerimônia ou em outro momento.

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