A delegada Layla Lima Ayub foi presa temporariamente na manhã desta sexta-feira (16/01) durante operação do Ministério Público de São Paulo. Ela é suspeita de atuar como advogada para membros do Primeiro Comando da Capital (PCC) após sua posse como delegada. A investigação também aponta que Layla mantém relacionamento com um suposto chefe do tráfico de armas e drogas em Roraima.
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) descobriu que a delegada teria defendido um integrante do PCC em 28 de dezembro de 2025, apenas nove dias após assumir o cargo público. Esta conduta viola tanto o Estatuto da Advocacia quanto as normas estaduais, que proíbem delegados de exercer advocacia privada.
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A operação resultou na prisão temporária de Layla e de seu namorado, Jardel Neto Pereira da Cruz, conhecido como Dedel. As autoridades identificam Dedel como integrante do PCC e um dos líderes do tráfico em Roraima.
Os agentes cumpriram sete mandados de busca e apreensão em São Paulo e Marabá, no Pará. Um dos locais vistoriados foi a Academia da Polícia Civil, no Butantã, Zona Oeste da capital paulista, onde Layla possui um armário funcional.
Layla tomou posse como delegada em 19 de dezembro de 2025, em cerimônia no Palácio dos Bandeirantes. Segundo registros em redes sociais, seu namorado a acompanhou durante a solenidade.
Antes de se tornar delegada, Layla atuou como policial militar no Espírito Santo entre 2014 e 2022. Formada em Direito pela Faculdade do Espírito Santo em 2016, possui especializações em Direito Penal, Direito Constitucional, Docência no Ensino Superior, Gestão, Direito Processual Penal, Ciência Forense e Perícia Criminal.
Seu currículo inclui estágio na Defensoria Pública do Espírito Santo, com atuação em varas especializadas em tráfico de drogas, homicídio e crimes de trânsito. Em março de 2025, passou a integrar a Comissão da Criança e do Adolescente da OAB Subseção Marabá, no Pará.
O Ministério Público também investiga a aquisição de uma padaria no bairro de Itaquera, Zona Leste de São Paulo, pelo casal. Há suspeitas de que utilizaram recursos de origem ilícita e um “laranja” como titular formal do negócio para ocultar a verdadeira propriedade do estabelecimento.
