O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o Orçamento de 2026 nesta semana com um recado direto ao Congresso: vetou R$ 393 milhões que seriam destinados às emendas parlamentares, em uma tentativa de conter gastos e sinalizar compromisso com a responsabilidade fiscal (28/12).
O Dinheiro TMC deste sábado (17/01) aborda como essa decisão mexe com o jogo político em Brasília e tem reflexos indiretos no bolso do brasileiro.
As emendas são recursos que deputados e senadores direcionam para suas bases eleitorais, muitas vezes inflando despesas públicas. Segundo analistas econômicos, o veto representa uma resposta do Executivo ao avanço do Legislativo sobre o Orçamento, além de funcionar como um gesto ao Banco Central, que cobra controle de gastos para ajudar no combate à inflação.
Apesar do corte, o volume total das emendas segue elevado, o que indica que o ajuste ainda está longe do ideal. Ainda assim, a sinalização foi lida como positiva pelo mercado, especialmente em um cenário de pressão inflacionária persistente e juros elevados.
Na prática, o impacto não é imediato na vida do cidadão. No entanto, menos gasto público desordenado tende a reduzir pressões futuras sobre impostos, dívida pública e inflação, o famoso efeito dominó que aparece meses depois no custo de vida.
Outro ponto sensível é o redirecionamento desses recursos. Quando as emendas crescem demais, áreas como programas sociais, a exemplo do Pé-de-Meia e do Vale Gás, acabam ficando com menos espaço no Orçamento, o que aumenta a disputa interna por verbas.
O movimento de Lula, portanto, mistura economia e política: tenta equilibrar as contas sem comprar uma briga definitiva com o Congresso, enquanto manda um sinal claro de que o freio de gastos voltou ao debate central do governo.
Veja o programa na íntegra, com apresentação de Estela Ribeiro e Bruna Allemann.
