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Correspondente na Europa, Marina Izidro cobre os principais desdobramentos políticos e econômicos do Reino Unido e da União Europeia. Uma análise refinada sobre como os eventos globais reverberam no Brasil.

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Tensão entre EUA e União Europeia cresce após ameaça tarifária de Trump

Na manhã desta segunda-feira (19/1), o primeiro-ministro britânico Keir Starmer fez um pronunciamento em rede nacional em resposta à mensagem de Trump, ameaçando Reino Unido, França, Alemanha, Dinamarca, Holanda, Finlândia e Suécia, com tarifas de 10% a partir de fevereiro e 25% a partir de junho sobre produtos exportados pros Estados Unidos. Essas tarifas seriam […]

Por Marina Izidro da TMC São Paulo e Brasília | Atualizado em
Cidadãos da Groenlândia participam de um protesto contra a intenção de Donald Trump administrar a ilha do Ártico
Câmera Fotográfica Cidadãos da Groenlândia participam de um protesto contra a intenção de Donald Trump administrar a ilha do Ártico (Marko Djurica/Reuters)

Na manhã desta segunda-feira (19/1), o primeiro-ministro britânico Keir Starmer fez um pronunciamento em rede nacional em resposta à mensagem de Trump, ameaçando Reino Unido, França, Alemanha, Dinamarca, Holanda, Finlândia e Suécia, com tarifas de 10% a partir de fevereiro e 25% a partir de junho sobre produtos exportados pros Estados Unidos. Essas tarifas seriam em retaliação à questão da Groenlândia, porque esses países mandaram tropas para a região.

O discurso do Starmer foi bem moderado, ele falou sobre a relação forte com os Estados Unidos, sobre os investimentos norte-americanos na economia britânica, segurança e defesa. O primeiro-ministro britânico voltou a defender a soberania da Groenlândia e falou de defesa coletiva da ilha, em um tom muito parecido com aquele comunicado que os países europeus divulgaram recentemente.

No comunicado de Starmer, o primeiro ministro disse também que o uso de tarifas contra aliados é errado.

A minha avaliação desse discurso é que o britânico médio não está preocupado com a Groenlândia, ele está preocupado com as contas que ele tem que pagar no fim do mês. Então o discurso foi feito com a intenção de falar com a população para explicar, como ele disse, que a geopolítica importa pras pessoas porque afeta, por exemplo, o custo da energia elétrica.

Então o Starmer está se colocando nessa posição de líder do país, explicando para o povo porque que ele tá tomando decisões baseadas no diálogo, uma vez que ele está enfrentando pressão da oposição aqui para ser bem firme com os Estados Unidos.

Se a gente olhar a as reações de outros líderes europeus em resposta a essa ameaça de tarifas do Trump, elas foram variadas. A primeira ministra da Itália, Giorgia Meloni, também adotou esse tom de união com os europeus e diplomático com Trump. Chamou as as tarifas de um erro, mas pediu diálogo.

A Dinamarca segue com um tom alto porque a Groenlândia pertence a Dinamarca. Então, a primeira ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, disse que a Europa não vai ser chantageada com tarifas. E o presidente da França Emmanuel Macron foi o que usou o discurso mais explosivo, disse que a União Europeia tem que usar a “bazuca comercial”, que seria um mecanismo anti-coersão que permitiria que a Europa retaliasse os Estados Unidos com tarifas de mais de 90 bilhões de euros e restrições ao mercado comercial europeu e a contratos lucrativos com a União Europeia.

Confira a coluna completa de Marina Izidro no Youtube da TMC:

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