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O que já se sabe sobre o caso dos técnicos de enfermagem suspeitos de matar pacientes no DF

Três profissionais foram presos após administrar substâncias letais em pacientes entre novembro e dezembro de 2025

Três técnicos de enfermagem foram presos preventivamente no Distrito Federal, acusados de assassinar pacientes internados na UTI do Hospital Anchieta, em Taguatinga. As prisões ocorreram nos dias 12 e 15 de janeiro, após investigações revelarem que os profissionais administraram substâncias letais em três pacientes entre novembro e dezembro de 2025.

A Polícia Civil identificou que Marcos Vinicius Silva, de 24 anos, utilizou indevidamente o acesso ao sistema hospitalar para prescrever medicamentos letais. As técnicas Marcela Camilly Alves, 22, e Amanda Rodrigues de Sousa, 28, teriam colaborado vigiando o ambiente durante as aplicações.

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As câmeras de segurança da UTI registraram os momentos em que Silva aplicava as substâncias nas vítimas. Após a administração dos medicamentos, os suspeitos aguardavam as paradas cardíacas e simulavam tentativas de reanimação quando outros profissionais chegavam ao local.

Dois assassinatos aconteceram em 17 de novembro de 2025. O terceiro ocorreu em 1º de dezembro, quando Silva, sem acesso à mesma substância utilizada anteriormente, injetou desinfetante na veia do paciente dez vezes consecutivas até causar sua morte.

O delegado Wisllei Salomão, responsável pelo caso, detalhou como os crimes foram executados: “Existem elementos convincentes de que o técnico de enfermagem se passou pelo médico, entrou no sistema, que estava aberto, o qual faz a prescrição dos medicamentos no hospital, ele entrou duas vezes, e, se passando pelo médico, ele prescreveu esse medicamento. Ele também foi até a farmácia, buscou os medicamentos, preparou-os, os escondeu no jaleco e os aplicou na veia dos pacientes”.

Sobre a participação das técnicas, o delegado explicou: “A conduta das técnicas de enfermagem: elas foram negligentes. Elas sabiam qual era a substância que ele estava usando, tanto o medicamento quanto o desinfetante, elas sabiam que a aplicação direta na veia daqueles produtos poderia causar a morte e, mesmo assim, elas não intervieram e não fizeram nada. Elas estavam nos leitos dessas pessoas, elas viram [as aplicações], elas, inclusive, nas filmagens, demonstraram que olhavam a porta para impedir que terceiros entrassem”.

Os três profissionais atuavam há aproximadamente cinco anos em diferentes unidades hospitalares, tanto públicas quanto privadas. A polícia ainda não identificou a motivação para os assassinatos e investiga a possibilidade de haver mais vítimas.

“A gente vai investigar se existem outras vítimas naquele hospital, como também se existem vítimas nos [outros] hospitais onde esses técnicos de enfermagem trabalharam. Eles trabalham por cerca de cinco anos em hospitais diversos, privados e públicos”, afirmou o delegado Salomão.

Inicialmente, o técnico negou os crimes durante depoimento, mas confessou após ser confrontado com as imagens captadas pelo sistema de vigilância. Os três responderão por homicídio qualificado, crime cuja pena varia de doze a trinta anos de prisão.

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