Hilde Lynn Helphenstein, artista visual e influenciadora norte-americana de 40 anos, foi encontrada sem vida na tarde de domingo (31/05) em seu quarto no Rosewood São Paulo, hotel de luxo com diárias entre R$ 4.400 e R$ 22.374. O caso foi registrado como morte suspeita no 78º Distrito Policial dos Jardins.
A americana operava o perfil Jerry Gogosian no Instagram, onde acumulou mais de 145 mil seguidores com críticas bem-humoradas ao mercado de arte. O conteúdo, segundo a própria descrição do perfil, trazia um olhar crítico sobre a mercantilização da arte e o ativismo performático desenfreado. Ela também apresentava o podcast Art Smack, voltado à arte contemporânea.
Formada pelo Instituto de Arte de São Francisco, Hilde estava no Brasil há cerca de três semanas para realizar um procedimento estético. Em 23 de maio, publicou nas redes sociais um comentário sobre o tempo chuvoso em São Paulo e a intenção de jantar na Pizzaria Bráz.
O que havia no quarto
O alerta sobre seu desaparecimento partiu do cirurgião plástico de Hilde. Sem conseguir falar com ela por telefone, ele procurou a administração do hotel. Funcionários entraram no quarto e a encontraram desacordada. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi chamado e confirmou o óbito no local. Segundo o boletim de ocorrência, uma garrafa vazia de vodca e um copo estavam no chão. Sobre a cama, onde o corpo foi localizado, havia diversos comprimidos.
O mesmo cirurgião relatou às autoridades que Hilde fazia uso de drogas. Dias antes da morte, ela havia sido levada a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) por suspeita de overdose.
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Na noite anterior ao dia 31, uma reclamação foi registrada no hotel. Conforme o boletim de ocorrência, Hilde e amigas teriam apresentado comportamento exaltado e sinais de embriaguez no restaurante do estabelecimento, com situações que causaram constrangimento a outros hóspedes.
Nota do hotel e investigação
O Rosewood São Paulo, inaugurado em 2022, confirmou o ocorrido em nota. O hotel afirmou que tem prestado total colaboração às autoridades competentes, fornecendo prontamente todas as informações solicitadas para auxiliar na apuração dos fatos.
A Secretaria da Segurança Pública solicitou exames ao Instituto de Criminalística e ao Instituto Médico Legal (IML). A causa da morte ainda não foi determinada.
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