O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, aceitou nesta quarta-feira (21/01) participar do “Conselho da Paz”, nova estrutura internacional criada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A iniciativa pretende atuar na pacificação e reconstrução da Faixa de Gaza, com possibilidade de expandir sua atuação para outros conflitos globais no futuro.
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Trump enviou convites para aproximadamente 60 países integrarem o conselho, incluindo o Brasil. Para obter um assento permanente na organização, as nações interessadas precisarão desembolsar US$ 1 bilhão, equivalente a R$ 5,37 bilhões, conforme documentos obtidos pela Reuters.
Além de Israel, países como Argentina, Hungria, Marrocos e Azerbaijão já confirmaram participação no “Conselho da Paz”. O Brasil ainda analisa o convite, enquanto a Suécia manifestou rejeição à proposta apresentada.
De acordo com o estatuto da organização, Trump ocupará a presidência do grupo de forma vitalícia. Os recursos financeiros aportados pelos países ficarão sob administração direta do presidente norte-americano.
Preocupações sobre o papel da ONU
A criação do conselho ocorre em contexto onde Trump frequentemente critica organismos multilaterais. O presidente americano costuma questionar a eficácia, custos e responsabilidade de instituições como a ONU (Organização das Nações Unidas), argumentando que muitas vezes não atendem aos interesses dos Estados Unidos.
A iniciativa tem provocado apreensão na comunidade internacional, especialmente entre líderes europeus. Diplomatas consultados pela Reuters expressaram temor de que o “Conselho da Paz” possa diminuir a relevância das Nações Unidas nos assuntos globais.
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Um diplomata, que não teve sua identidade revelada, afirmou à agência de notícias: “É uma ‘Nações Unidas de Trump’ que ignora os princípios fundamentais da Carta da ONU”.
Em resposta indireta à criação do conselho, Annalena Baerbock, atual presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas, declarou à Sky News: “E se questionarmos isso… retrocedemos para tempos muito, muito sombrios”. Um alto funcionário da organização também defendeu que a ONU é a única instituição com capacidade moral e legal para reunir todas as nações, independentemente de seu tamanho ou poder.




