A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) projeta que o Brasil alcançará um volume recorde no processamento de soja em 2026, com 61 milhões de toneladas. A previsão foi divulgada nesta sexta-feira (23) e representa um aumento de 0,8% em relação à estimativa anterior. A projeção tem como base a safra esperada de 177,1 milhões de toneladas, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Com esse volume de esmagamento, a produção brasileira de farelo de soja deverá atingir 47 milhões de toneladas, crescimento de 0,9% sobre projeções anteriores. A produção de óleo de soja está estimada em 12,25 milhões de toneladas, alta de 0,8%.
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O país continuará como principal exportador mundial de soja em 2026. As projeções indicam que o Brasil exportará 111,5 milhões de toneladas de soja em grão, aumento de 0,5% em comparação com estimativas anteriores. As exportações de farelo devem chegar a 24,6 milhões de toneladas, enquanto as de óleo de soja alcançarão 1,45 milhão de toneladas, volume 11,5% maior que o atual.
O diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da Abiove, Daniel Furlan Amaral, ressaltou a importância desse crescimento. “Ao processarmos 61 milhões de toneladas, estamos agregando valor à nossa matéria-prima e garantindo o suprimento de proteínas e energia para o mercado interno e global”, afirmou.
Os dados de 2025 já demonstram essa tendência no setor. No ano passado, o processamento de soja atingiu 58,5 milhões de toneladas, a partir de uma safra de 171,5 milhões de toneladas. Essa produção resultou em 45,1 milhões de toneladas de farelo e 11,7 milhões de toneladas de óleo.
As exportações brasileiras em 2025 somaram 108,2 milhões de toneladas de grãos, 23,3 milhões de toneladas de farelo e 1,36 milhão de toneladas de óleo de soja.
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Entre janeiro e novembro de 2025, o processamento acumulou 48,1 milhões de toneladas, um aumento de 4,6% em comparação com o mesmo período de 2024. Somente em novembro do ano passado, foram processadas 4,37 milhões de toneladas, alta de 5,4% na comparação com o mesmo mês do ano anterior.
A expansão da capacidade industrial brasileira no setor de processamento de soja beneficia tanto o mercado doméstico quanto o internacional. O crescimento do processamento fortalece a indústria nacional, ampliando a capacidade produtiva do Brasil no setor.
