O Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou mais de 3 milhões de páginas de documentos relacionados ao caso do empresário Jeffrey Epstein. A liberação ocorreu nesta sexta-feira (30/01) e inclui mais de 2 mil vídeos e 180 mil imagens.
O vice-procurador-geral Todd Blanche negou que tenha havido proteção ao presidente Donald Trump durante o processo de divulgação dos arquivos.
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“A divulgação de hoje marca o fim de um processo muito abrangente de identificação e revisão de documentos para garantir transparência ao povo americano e conformidade com a lei”, declarou Blanche.
Segundo ele, os novos arquivos contêm “grandes quantidades de pornografia comercial”.
Em documento apresentado à Justiça no início deste mês, o Departamento de Justiça americano reconheceu que havia divulgado apenas 1% dos arquivos do caso que estavam em seu poder.
A divulgação dos documentos começou em dezembro de 2025. De acordo com a Lei de Transparência dos Arquivos Epstein, assinada pelo presidente Trump, o departamento deveria ter publicado todos os documentos até 19 de janeiro, prazo que não foi respeitado.
No dia 23 de janeiro, o governo americano liberou mais de 30 mil documentos, que evidenciaram a proximidade de Epstein com políticos e celebridades. Essa divulgação também incluiu menção a uma vítima brasileira.
O Departamento de Justiça havia informado em 24 de dezembro que a liberação completa dos documentos levaria “algumas semanas”, período que se estendeu até a atual divulgação.
Quando questionado sobre possível interferência presidencial no processo, o vice-procurador-geral afirmou: “Não protegemos Trump na divulgação dos arquivos”.
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Impacto nas vítimas
As vítimas de Epstein foram diretamente afetadas pelos crimes cometidos pelo empresário, condenado por abuso de menores e por operar uma rede de exploração sexual.
Uma brasileira que foi vítima de Epstein manifestou-se sobre a divulgação dos arquivos: “Arquivos vão ajudar a me curar”.
O Departamento de Justiça dos EUA é o órgão responsável pela investigação e acusação de crimes federais no país. Até o momento, não foram divulgados detalhes específicos sobre o conteúdo dos novos documentos ou se novas figuras públicas foram mencionadas nos arquivos recém-liberados.
