O presidente executivo do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma), Nelson Mussolini, falou ao vivo no TMC 360 desta terça-feira (10/02) sobre a iminente discussão da quebra de patente do Mounjaro na Câmara. Para Mussolini, a quebra de patente “é um tema muito sério” e que requer cautela.
A Casa aprovou ontem o caráter de urgência do projeto de lei que propõe a quebra, incluindo as patentes dos medicamentos Mounjaro e Zepboun. Ambos são medicamentos para tratamento de diabetes, porém ganharam reconhecimento também como “canetas emagrecedoras”.
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“Nem na época da pandemia a gente fez isso [quebra de patente], porque a gente sabia que não é algo fácil“, afirmou o entrevistado.
“O efeito colateral de uma quebra de patente é muito mais grave do que o próprio uso do produto“, explicou Mussolini. “Vai diminuir o investimento das pesquisas que fazem pesquisa e desenvolvimento de produto, e vai diminuir a entrada de novos medicamentos importantes dentro do nosso país”.
O presidente executivo do Sindusfarma também criticou duramente o uso generalizado – e muitas vezes sem supervisão adequada – de canetas emagrecedoras como o Mounjaro.
“Isto é um tratamento sem responsabilidade. Sei que minhas palavras são duras, mas é em favor da saúde do nosso país (…) a gente tá vendo o uso indiscriminado dessas canetinhas, e os problemas de saúde que eles estão causando”, denunciou Mussolini.
“Tem produto importado [de forma] irregular, então não é importação – é contrabando“, finalizou.
