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Mendonça convoca delegados da PF para reunião sobre fraudes do Banco Master

Ministro assumiu relatoria do inquérito após afastamento de Dias Toffoli; intuito do encontro é obter um panorama geral sobre o andamento do caso

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF) e novo relator do caso Master, convocou delegados da Polícia Federal para uma reunião nesta sexta-feira (13/02) sobre as investigações de fraudes financeiras atribuídas ao banco. O encontro, agendado para o período da tarde, ocorre um dia após Mendonça assumir a relatoria do inquérito que apura irregularidades na instituição financeira presidida por Daniel Vorcaro.

A convocação tem como objetivo obter dos investigadores um panorama completo sobre o andamento do caso, incluindo as ações já realizadas e as próximas etapas previstas. A equipe do ministro busca compreender todos os detalhes da apuração após a recente mudança na condução do processo.

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Mendonça passou a relatar o caso em substituição ao ministro Dias Toffoli, que deixou a função na quinta-feira (12/02). O afastamento de Toffoli aconteceu após virem à tona informações sobre possível vínculo entre o magistrado e partes investigadas no caso Master.

A saída de Toffoli está relacionada à empresa Maridt Participações, da qual o ministro é sócio. Documentos revelaram que a Maridt manteve relações comerciais com um fundo administrado pela empresa Reag, que possui conexões com o Banco Master, alvo central da investigação em curso no STF.

A Maridt Participações é uma sociedade anônima de capital fechado que, segundo Toffoli, tem caráter familiar e é administrada por seus irmãos. O ministro confirmou na quinta-feira (12) sua participação como sócio da empresa, esclarecendo que seu nome não constava em registros públicos devido à natureza jurídica da instituição, embora não atue como sócio-administrador.

O principal ponto de interseção entre a Maridt e a Reag envolve o resort de luxo Tayayá, localizado em Ribeirão Claro, no Paraná. A empresa da família Toffoli figurava entre os proprietários do empreendimento até fevereiro de 2025.

A investigação da Polícia Federal concentra-se em supostas fraudes financeiras praticadas pelo Banco Master. Com a transferência da relatoria, o inquérito segue agora sob a supervisão do ministro André Mendonça, que inicia sua atuação no caso com a reunião desta sexta-feira.

Leia mais: Quem é André Mendonça, ministro do STF que assumiu relatoria do caso Master

A conexão entre a empresa familiar de Toffoli e o fundo gerido pela Reag, que mantém ligações com o Banco Master, levantou questões sobre possível conflito de interesses. Esta situação motivou a substituição na relatoria do inquérito que tramita no Supremo Tribunal Federal.

Não foram divulgados detalhes sobre os próximos passos da investigação após a reunião convocada por Mendonça, nem sobre eventuais desdobramentos do caso envolvendo o Banco Master e seus dirigentes.

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