Efeito propaganda ou “vida real”? PT e PL divergem sobre alta de Lula na nova pesquisa Genial/Quaest

Após nova pesquisa Genial/Quaest, Lindbergh Farias e Rodrigo da Zaeli trazem ponto e contraponto sobre os rumos da polarização em 2026

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(Foto: Montagem/Reprodução)

A divulgação da nova pesquisa eleitoral Genial/Quaest nesta quarta-feira (15/07) reacendeu os debates políticos sobre o cenário de polarização nacional para a corrida presidencial. No levantamento, o atual presidente Lula (PT) lidera as intenções de voto em um eventual segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL) por 45% a 37% — uma diferença de oito pontos percentuais, fora da margem de erro de dois pontos. No primeiro turno, a vantagem do petista é de 12 pontos, somando 40% contra 28% do senador.

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Em entrevista exclusiva ao TMC 360, os deputados federais Lindbergh Farias (PT-RJ), vice-líder do governo no Congresso, e Rodrigo da Zaeli (PL-MT) comentaram os números e trouxeram visões contrastantes sobre o atual momento político e econômico do país.

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PT vê melhora na “vida real” e desgaste ético da oposição

Para o deputado Lindbergh Farias, os dados da pesquisa consolidam um “descolamento” real que supera as variações de pesquisas anteriores. Ele atribui essa movimentação positiva a dois eixos principais: o desgaste reputacional da candidatura da oposição e as melhorias concretas percebidas pela população no dia a dia.

O parlamentar petista enfatizou o impacto das recentes polêmicas envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro, expostas no filme “Dark Horse”. “Vale lembrar que era 42 a 41 até aquelas revelações do filme ‘Dark Horse'”, afirmou Lindberg, sustentando que as contradições do adversário afetaram diretamente o palanque oposicionista.

“É uma crise que coloca na defensiva política todo o campo da candidatura do Flávio Bolsonaro e o seu discurso. Todo o discurso de combate à corrupção vai por água abaixo”, completou.

Além da crise adversária, o vice-líder governista apontou que o crescimento de Lula em setores historicamente refratários ao PT — como o Sul, o Sudeste e eleitores com faixas de renda superiores — decorre de ações sociais e econômicas práticas.

Ele citou iniciativas como o programa de renegociação de dívidas Desenrola, a isenção do imposto de renda e o aumento real do salário mínimo. “Sabe o que que tá acontecendo na minha avaliação? É a vida real das pessoas”, declarou Lindbergh, enfatizando que as medidas governamentais começaram a reverter as taxas de desaprovação em importantes colégios eleitorais.

PL acusa “efeito de propaganda” e critica rumo econômico

Por sua vez, o deputado Rodrigo da Zaeli (PL-MT) rebateu as comemorações da ala governista, classificando o levantamento como uma “foto do momento” que tende a se reverter à medida que a campanha oficial se aproximar e os limites de publicidade institucional forem aplicados. Para Zaeli, os índices de Lula são inflados por gastos publicitários massivos com recursos públicos.

De acordo com o parlamentar do PL, o governo federal tem promovido uma imagem irreal do país. “Essa pesquisa (…) é muito fruto da propaganda maciça que o governo tem feito (…) vendem uma expectativa de um Brasil que está muito bem nas propagandas”, criticou o deputado.

Zaeli apontou para o planejamento de quase meio bilhão de reais em publicidade oficial para 2026, além de cerca de R$ 80 milhões direcionados a divulgar debates como o da escala de trabalho 6×1, projeto que, segundo ele, “nem é realidade para o povo brasileiro”.

O deputado oposicionista também minimizou as fricções internas e familiares do clã Bolsonaro, comparando-as com escândalos que cercam integrantes da esquerda.

“O que que pesa mais para o país: um escândalo de corrupção ou uma briga familiar?”, inquiriu Zaeli, argumentando que o verdadeiro debate deve se concentrar na deterioração de indicadores econômicos. Ele alertou para o peso da carga tributária, a saída de empresas brasileiras para países vizinhos e o pagamento de juros da dívida pública.

“Um governo que fez durante esses últimos 4 anos foi criar mais de 40 novos impostos ou aumento de impostos”, concluiu, defendendo que a insatisfação social com a economia deve reverter a tendência das pesquisas no médio prazo.

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