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Ataques deixam 9 mortos em Gaza após acusação de violação do acordo pelo Hamas

Bombardeios atingiram acampamento de deslocados no norte e área de Khan Younis no sul; militares israelenses afirmam que terroristas emergiram de túnel a leste da linha de demarcação

Autoridades palestinas de defesa civil e saúde confirmaram a morte de nove pessoas em ataques aéreos israelenses realizados no norte e sul da Faixa de Gaza neste domingo (15/02). As Forças de Defesa de Israel (IDF) afirmaram que a operação foi uma resposta a violações do acordo de cessar-fogo pelo Hamas.

Os bombardeios atingiram diferentes locais em Gaza. Segundo a Reuters, socorristas informaram que um dos ataques foi direcionado a um acampamento de tendas que abrigava famílias deslocadas, resultando na morte de quatro pessoas. Na região sul, em Khan Younis, outro ataque causou cinco mortes, segundo as autoridades de saúde palestinas.

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Um oficial militar israelense declarou: “Nas últimas horas, as Forças de Defesa de Israel iniciaram ataques em resposta à flagrante violação do acordo de cessar-fogo pelo Hamas ontem na área de Beit Hanoun”. O representante acrescentou que “terroristas emergiram de um túnel a leste da linha amarela”.

Israel alega que o Hamas cometeu mais de seis violações do acordo de cessar-fogo estabelecido em outubro. Entre as infrações apontadas está o posicionamento de combatentes a leste da chamada “Linha Amarela”, demarcação que separa as áreas controladas por Israel e pelo Hamas conforme o acordo.

Um representante militar israelense classificou os ataques realizados neste domingo como “precisos” e em conformidade com o direito internacional.

“Cruzar a linha amarela nas proximidades das tropas das Forças de Defesa de Israel, estando armado, é uma violação explícita do cessar-fogo e demonstra como o Hamas viola sistematicamente o acordo de cessar-fogo com a intenção de prejudicar as tropas das Forças de Defesa de Israel”, afirmou o oficial israelense.

Os confrontos ocorreram em diferentes pontos da Faixa de Gaza. Israel mantém foco especial na região norte, onde afirma continuar operações para destruir túneis subterrâneos, atividade que considera em conformidade com o acordo estabelecido.

O Ministério da Saúde palestino contabiliza 600 mortes de palestinos por disparos israelenses desde o início do acordo de Gaza. As autoridades israelenses informam que quatro soldados foram mortos por militantes em Gaza no mesmo período.

No sábado (14/02), os militares israelenses relataram ter identificado “terroristas” armados próximos a membros das Forças de Defesa de Israel que operavam no norte da Faixa de Gaza. Segundo informações militares, foram observados homens armados saindo de um túnel e entrando sob escombros de um prédio a leste da Linha Amarela.

Este incidente teria motivado um ataque aéreo que eliminou dois homens armados, com possibilidade de outros militantes também terem sido atingidos.

Tanto Israel quanto o Hamas têm se acusado mutuamente de desrespeitar os termos do cessar-fogo, que integra o plano do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para encerrar o conflito em Gaza.

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