Drones ucranianos atacaram 20 embarcações russas no Mar Negro na madrugada desta quarta-feira (15/07). De acordo com Robert Brovdi, que comanda as forças de drones de Kiev, os alvos incluíam 17 petroleiros, além de duas embarcações para transporte de gás e um rebocador.
Na véspera, nesta terça-feira (14/07), a mesma força havia atingido 11 embarcações no Mar de Azov, cinco petroleiros e cinco cargueiros, conforme Brovdi. No total, o número de navios atingidos naquele mar chegou a 116 em nove dias, de acordo com o comandante.
Não há confirmação independente dos números divulgados pela Ucrânia, e não foram detalhados os danos específicos a cada embarcação.
Reação russa e disputa de narrativa
Sergei Lavrov, ministro das Relações Exteriores da Rússia, definiu as ações ucranianas como “terrorismo, puro e simples”. Segundo Lavrov, os ataques “não têm objetivo militar legítimo e buscam apenas causar danos e intimidar”.
Desde 10/07, a navegação no Mar de Azov segue com restrições, conforme fontes consultadas pela Reuters. As mesmas fontes indicam que esse mar é responsável por aproximadamente um quarto do volume total de exportações de grãos da Rússia.
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Odessa sob ataque
No mesmo dia, 15/07, um ataque russo a Odessa matou três pessoas e feriu outras três, segundo autoridades ucranianas. O chefe da administração militar local, Serhiy Lysak, confirmou danos a edifícios residenciais na cidade.
Na véspera, um ataque com drones havia matado duas pessoas e danificado uma embarcação civil na infraestrutura portuária da região, conforme o governador regional Oleh Kiper.
Odessa concentra parte expressiva das exportações ucranianas. Segundo autoridades da Ucrânia, os bombardeios russos contra instalações portuárias da região têm potencial para cortar em até um terço o volume mensal de grãos exportados pelo país — embora a projeção ainda seja uma estimativa, não um dado confirmado.




