México envia 2 mil soldados a Jalisco após morte de líder do cartel em operação

Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como El Mencho, morreu durante confronto em Tapalpa no domingo que deixou mais de 70 mortos

Por Redação TMC | Atualizado em
Membros da Marinha mexicana patrulham o Aeroporto Internacional Benito Juárez após as autoridades reforçarem a segurança em decorrência de bloqueios de estradas e ataques incendiários realizados pelo crime organizado em diversos estados, após uma operação militar na qual, segundo uma fonte do governo, o narcotraficante mexicano Nemesio Oseguera, conhecido como "El Mencho", foi morto no estado de Jalisco, na Cidade do México. (Foto: Luis Cortes/Reuters)
Militares mexicanos patrulham o Aeroporto Internacional Benito Juárez, na Cidade do México (Foto: Luis Cortes/Reuters)

O governo do México anunciou nesta segunda-feira (23/02) o envio de 2 mil soldados ao estado de Jalisco. A medida ocorre após operação militar que resultou na morte de Nemesio Oseguera Cervantes, líder do cartel Jalisco Nova Geração, na cidade de Tapalpa. A ação aconteceu no domingo (22/02).

A operação desencadeou confrontos que deixaram mais de 70 mortos. Entre as vítimas estão 25 membros da Guarda Nacional.

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A morte do líder do cartel desencadeou ataques violentos no estado e em outras regiões do país. Uma das lideranças do cartel, identificada como “El Tuli”, ordenou bloqueios em estradas, incêndios e ataques contra prédios públicos em Jalisco, segundo o Ministério da Defesa.

Companhias aéreas cancelaram voos para Puerto Vallarta, destino turístico no Pacífico. Turistas registraram fumaça na região.

Escolas e universidades suspenderam aulas em Jalisco e em outros estados. Caminhoneiros receberam instruções para mudar rotas ou retornar a depósitos.

Moradores e turistas foram orientados a permanecer em casa no domingo (22/02). Até a manhã desta segunda-feira (23/02), segundo a presidente do México, Claudia Sheinbaum, não havia mais bloqueios em estradas.

Pelo menos 70 pessoas foram presas em sete estados, segundo autoridades. De acordo com o governo mexicano, o cartel passou a oferecer recompensa de 20 mil pesos (R$ 6 mil) pela morte de militares.

De acordo com a presidente do México, Claudia Sheinbaum, a situação deve se normalizar. Os voos podem ser retomados até terça-feira (24/02).

O ministro da Segurança, Omar García Harfuch, disse que possíveis sucessores de “El Mencho” estão sendo monitorados. Autoridades acompanham o risco de novos ataques, tanto do mesmo cartel quanto de grupos rivais.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em rede social que o México “precisa intensificar os esforços contra cartéis e drogas”.

Leia mais: Aeroporto de Guadalajara sofre ataque a tiros após morte de líder do cartel

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