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Bicheiro Adilsinho é capturado e preso em Cabo Frio (RJ)

Contraventor tinha quatro mandados de prisão em aberto e é apontado como chefe da máfia dos cigarros e mandante de três homicídios

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco/RJ) prendeu o contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, na manhã desta quinta-feira (26/02), em Cabo Frio, na Região dos Lagos. A operação foi realizada por agentes da Polícia Federal e da Polícia Civil do Rio de Janeiro. Adilsinho era um dos bicheiros mais procurados do estado e tinha quatro mandados de prisão em aberto.

O policial militar Diego Darribada Rebello de Lima foi detido junto com o contraventor. Ele atuava como segurança de Adilsinho.

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A Polícia Federal identifica o bicheiro como o maior produtor e distribuidor de cigarros falsificados do Rio de Janeiro. Ele também integra a cúpula do jogo do bicho no estado.

Mandados de prisão

Adilsinho respondia a quatro mandados de prisão. Na Justiça Federal, é apontado como chefe da máfia dos cigarros. Na Justiça estadual, responde como mandante da execução de Marco Antônio Figueiredo Martins, o Marquinhos Catiri, rival da contravenção.

O contraventor também é acusado de ser mandante do assassinato de Fábio Alamar Leite. Ainda na Justiça do Rio de Janeiro, responde como mandante da morte de Fabrício Alves Martins de Oliveira.

Operação Libertatis

A captura ocorreu no âmbito da Operação Libertatis. A Polícia Federal deflagrou a primeira fase da operação em março de 2023. Naquela ocasião, os agentes descobriram uma fábrica de cigarros clandestina em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

A fábrica funcionava no bairro Figueiras. No local, a polícia encontrou 19 pessoas em condições análogas à escravidão. Todos os trabalhadores eram paraguaios.

Os trabalhadores cumpriam jornada de 12 horas por dia, sete dias por semana, em dois turnos. Eles trabalhavam inclusive de madrugada e não tinham descanso semanal.

“Além disso, os trabalhadores se encontravam em local sem as mínimas condições de higiene, convivendo com animais, esgoto a céu aberto e com os próprios resíduos da produção dos cigarros.” Eles não recebiam qualquer remuneração pelos serviços prestados, tinham a liberdade de locomoção restrita e ainda eram forçados a laborar sem equipamentos de proteção, informou a Polícia Federal.

As investigações prosseguiram após a primeira fase. A Polícia Federal deflagrou a segunda etapa da Operação Libertatis em março de 2025, dois anos depois da descoberta da fábrica clandestina.

Naquela ocasião, 12 pessoas foram presas. Adilsinho era alvo da operação, mas não foi localizado pelos agentes.

A operação visa reprimir crimes de tráfico de pessoas, redução a condição análoga à de escravo, fraude no comércio, sonegação por falta de fornecimento de nota fiscal e delito contra as relações de consumo.

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