O guia de turismo brasileiro Leonardo Leizerovith descreve um cenário de alerta constante na cidade de Haris, localizada no norte de Israel. O cancelamento de aulas e a migração para o trabalho remoto tornaram-se a norma para a população local nos últimos dias. Os moradores permanecem em prontidão para buscar abrigo diante de possíveis sinais de alerta.
Na região, a dinâmica exige rapidez para alcançar bunkers em até um minuto e meio após o toque das sirenes.
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Leizerovith destaca que, embora a legislação de Israel exija colunas antibomba em edifícios novos, o medo persiste entre as famílias. A tensão é alimentada pela incerteza sobre o impacto direto de projéteis nas estruturas.
“Situação bastante tensa, apesar do sistema de defesa avançado”, disse o guia em entrevista à TMC.
O entrevistado pontua que, embora o Hezbollah represente uma ameaça recorrente na fronteira com o Líbano, a preparação israelense é robusta. O uso de novas tecnologias, como o sistema de defesa a laser, traz relativa segurança contra ataques do grupo terrorista. No entanto, o foco das atenções militares mudou de patamar recentemente.
Leizerovith adverte que a “grande preocupação” atual da população reside no poderio bélico do Irã. Segundo ele, a capacidade dos mísseis iranianos é superior, desafiando os sistemas de proteção vigentes de forma mais complexa que as investidas do Líbano. Essa percepção de risco elevado molda o comportamento de civis em todo o país.
Este clima de apreensão de Leizerovith reflete a recente escalada militar, marcada por bombardeios americanos e israelenses contra Teerã, iniciados no último sábado (28/02). Até a manhã desta segunda-feira (02/02), essas operações resultaram em mais de 550 mortos no Irã.
