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Marina Izidro
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Jornalista com experiência em coberturas internacionais, Marina Izidro acompanha de perto os desdobramentos políticos, sociais e econômicos do continente europeu. Sua coluna traz as notícias mais relevantes da Europa, com foco nas movimentações do Reino Unido e da União Europeia, impactando a economia e a cultura global.

Europa pede moderação e reforça defesa após ataques dos EUA ao Irã

A escalada das tensões no Oriente Médio atingiu um novo patamar crítico neste fim de semana, desencadeando uma série de movimentos diplomáticos e militares coordenados de países europeus.

Já no sábado de manhã, vimos o pronunciamento do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, em um tom bem moderado. Ele enfatizou que o Reino Unido não participou diretamente da ofensiva, embora tenha reforçado a necessidade de o Irã cessar seu programa nuclear e pedido para que as tensões não aumentem.

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Os demais líderes europeus também adotaram um tom cauteloso, pedindo para que o conflito não escalasse. O Reino Unido e a Itália por exemplo, pediram para que os seus cidadãos deixassem o Irã.

No fim de semana a Alemanha, a França e a Grã-Bretanha soltaram um comunicado conjunto condenando a retaliação do Irã aos países da região, pedindo que o Irã parasse com ataques indiscriminados e que retomasse as negociações. Então, também um tom ali um pouco diplomático.

Um desdobramento crucial ocorreu na noite de domingo, quando Starmer confirmou que o Reino Unido permitirá que os Estados Unidos utilizem bases britânicas, como a de Chipre, para operações de defesa. Deixando bem claro que é para esse propósito defensivo, específico e limitado. Starmer tem deixado claro desde o sábado que o Reino Unido não está envolvido no ataque, não quer uma escalada das tensões.

Esse posicionamento reflete a preocupação imediata com a segurança de mais de 200 mil cidadãos britânicos que vivem na região do Golfo. O governo inclusive analisa a possibilidade de uma evacuação em massa caso a situação se agrave.

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É uma situação que muda a cada minuto, o foco total continua nisso. Dá para dizer que esse ataque trouxe aos líderes europeus mais uma crise para enfrentar, sobre a relação deles com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O Keir Starmer, por exemplo, não condenou os EUA. E existe uma crítica de de parte da política que por causa disso. Ao mesmo tempo você tem os apelos da União Europeia por moderação, não escalada das tensões. Então, mais uma situação envolvendo os Estados Unidos com a qual os europeus têm que lidar.

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