Uma história que começou como reencontro romântico acabou ganhando contornos dramáticos. A francesa de 86 anos, identificada como Marie-Thérèse, foi presa por agentes do Immigration and Customs Enforcement, conhecido como ICE, após se mudar para os Estados Unidos para viver com um antigo amor.
Amor do passado termina em detenção
O relacionamento começou em 1950, quando ela era secretária de uma base da Otan. Em 1966, eles chegaram a se casar, mas terminaram e cada um seguiu seu caminho. Billy, dessa maneira, retornou aos Estados Unidos. Já em 2025, Marie deixou a França para reencontrar o ex-militar americano. O casal havia retomado o contato em 2010, por meio das redes sociais, e decidiu reatar o romance após a morte de seus respectivos cônjuges.
No entanto, poucos meses após a mudança, a situação tomou um rumo inesperado. Marie-Thérèse foi detida no dia 1º de abril, antes mesmo de concluir o processo para obtenção do green card, documento que permite residência legal no país.
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Disputa familiar agravou a situação
Além das questões migratórias, o caso também envolve um conflito familiar. Após a morte de Billy, em janeiro de 2026, a idosa passou a enfrentar problemas com um dos filhos do companheiro.
Segundo relatos, o enteado teria cortado serviços essenciais da residência onde ela vivia, como água, energia e internet. Diante da situação, Marie-Thérèse buscou assistência jurídica para resolver o problema.
No entanto, antes que a audiência sobre o caso fosse realizada, agentes de imigração apareceram e efetuaram sua prisão. Desde então, ela permanece detida em um centro na Louisiana, aguardando uma definição sobre sua permanência no país em condições precárias.
Família denuncia condições e pede retorno à França
A detenção da idosa gerou preocupação entre familiares e autoridades francesas. Segundo relatos, Marie-Thérèse ficou dias sem contato com a família após a prisão, o que aumentou a apreensão sobre seu estado de saúde, que já é frágil devido a sua idade.
Funcionários do consulado francês conseguiram visitá-la posteriormente e relataram condições difíceis no centro de detenção, que estaria lotado, com cerca de 70 pessoas. De acordo com informações divulgadas, ela foi levada algemada, tanto nos pés quanto nas mãos, e permanece em um ambiente compartilhado com dezenas de pessoas.
A família agora pede urgência na repatriação da idosa. Em declaração, o filho afirmou que ela não teria condições físicas de suportar muito tempo naquelas circunstâncias, isto é, menos de um mês.




