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Ex-diretor de base explica por que Corinthians cedeu 30% dos direitos econômicos de André Luiz

Segundo ex-diretor, acordo foi alternativa para clube sem caixa pagar R$ 4 milhões em luvas

Claudinei Alves, ex-diretor da base do Corinthians, detalhou o acordo que resultou na cessão de 30% dos direitos econômicos do volante André Luiz ao próprio atleta. A negociação ocorreu em maio de 2024, durante a renovação contratual do jogador. O assunto voltou ao centro das discussões em meio ao imbróglio da possível venda do meio-campista ao Milan, da Itália.

Segundo o ex-diretor de base, o staff do jogador apresentou uma proposta inicial que previa o pagamento de R$ 4 milhões em luvas para viabilizar a extensão do vínculo. Sem dinheiro, o Corinthians cedeu 30% dos direitos econômicos do atleta em troca da renovação contratual e do estabelecimento de multas rescisórias elevadas. Os valores foram fixados em R$ 112 milhões para o mercado nacional e 100 milhões de euros (aproximadamente R$ 608 milhões) para o mercado internacional.

A proposta apresentada pelo staff do atleta na época era de 4 milhões de reais em luvas para a renovação do contrato. Porém, naquele momento, o clube não tinha caixa para realizar esse pagamento. Diante desse cenário, chegamos a um acordo em que cedemos 30% dos direitos econômicos do atleta, em troca da renovação contratual e do aumento das multas rescisórias, tanto nacional quanto internacional. Naquele momento, foi a solução possível para não corrermos o risco de perder o jogador”, disse Claudinei Alves em entrevista ao Meu Timão.

Durante as conversas para a renovação, fomos informados pelo staff do atleta que já existiam duas propostas para tirar o garoto do Corinthians. Também gostaria de deixar claro que os valores e detalhes da negociação que estão sendo divulgados pela mídia atualmente não têm qualquer participação minha. Inclusive, tenho uma opinião completamente diferente em relação ao valor que, segundo está sendo divulgado, teria sido fechado”, afirmou o ex-diretor.

O debate sobre o percentual de direitos econômicos ganhou destaque após a oferta apresentada pelo clube italiano, recusada pelo Corinthians. O Milan propôs 15 milhões de euros fixos, acrescidos de 2 milhões de euros em metas, totalizando cerca de R$ 104 milhões na cotação atual pelos 70% dos direitos econômicos pertencentes ao Corinthians.

Em meio ao imbróglio, os agentes de André Luiz chegaram apontar a possibilidade do Milan acionar a FIFA pelo caso. A TMC trouxe que há essa possibilidade, mas que o Corinthians entende estar seguro juridicamente.

Claudinei Alves foi o diretor da base do Corinthians durante a gestão do ex-presidente Augusto Melo, que durou entre janeiro de 2024 e maio de 2025, quando foi destituido. O comando do ex-gestor ficou marcado por diversas polêmicas pelo desempenho ruim dos times de juniores em campo e pelas 87 contratações para Sub-20 e 17 fora dele.

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