Os advogados de Daniel Vorcaro protocolaram pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando acesso a informações que embasaram a prisão preventiva do empresário.
Eles alegam que o mandado de prisão, executado na quarta-feira (4/03), foi cumprido sem que a defesa conhecesse previamente os elementos da medida judicial. Segundo os advogados, o empresário sempre se manteve disponível para as autoridades.
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Os advogados recorreram ao Supremo porque desconhecem os elementos que justificaram a medida cautelar. O objetivo é obter dados objetivos da Polícia Federal para exercer o contraditório e a ampla defesa.
A defesa requer à Polícia Federal cinco tipos de esclarecimentos. O primeiro diz respeito às datas específicas das mensagens atribuídas a Vorcaro mencionadas na investigação. O segundo ponto questiona a comprovação da existência do grupo de mensagens denominado “A Turma” e a participação do empresário nesse grupo.
O terceiro item solicita as datas das supostas invasões de sistemas de órgãos públicos e remoções de conteúdo em plataformas digitais. O quarto ponto pede os documentos e datas que comprovariam os pagamentos citados na representação policial.
O quinto esclarecimento busca a identificação do documento, número de conta e evidências que sustentariam o bloqueio de R$ 2,2 bilhões em suposta conta atribuída ao pai do empresário.
A Polícia Federal conduziu a investigação que resultou no pedido de prisão. O STF é a instância à qual os advogados recorreram para obter os dados.
“Daniel Vorcaro sempre esteve à disposição das autoridades e segue colaborando com as investigações, confiante de que o acesso pleno aos elementos do processo permitirá o correto esclarecimento dos fatos, com respeito ao contraditório e à ampla defesa”, informaram os advogados, em nota.
