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Marina Izidro
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Jornalista com experiência em coberturas internacionais, Marina Izidro acompanha de perto os desdobramentos políticos, sociais e econômicos do continente europeu. Sua coluna traz as notícias mais relevantes da Europa, com foco nas movimentações do Reino Unido e da União Europeia, impactando a economia e a cultura global.

Países europeus não querem participar de uma guerra que não começaram

O conflito no Oriente Médio não está gerando só desentendimentos entre Donald Trump e os líderes europeus, mas também entre a própria Europa.

A rixa mais recente é entre o primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez e o chanceler alemão Friedrich Merz. Porque Sanchez teria ficado furioso pelo silêncio em público de Merz na terça-feira.

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O chanceler alemão e Trump estavam na Casa Branca e na frente de Merz, Trump ameaçou cortar o comércio com a Espanha depois que Sanchez se recusou a deixar que os Estados Unidos usassem bases militares espanholas e criticou veementemente os ataques, chamando-os de ilegais.

O ministro das relações exteriores da Espanha disse a uma rádio que esperava a solidariedade de um país com o qual compartilha moeda, mercado único e política comercial.

A secretária de imprensa da Casa Branca disse que depois da ameaça, Madrid concordou em cooperar com os Estados Unidos, mas isso foi algo que o mesmo ministro espanhol negou na hora, disse que não houve acordo nenhum.

Em seguida, a vice-presidente da Comissão Europeia, que é espanhola, também entrou na história dizendo que a União Europeia tem que responder ao tom agressivo de Trump com o bloco.

O presidente francês Emanuel Macron expressou solidariedade à Espanha e o presidente do Conselho Europeu, Antônio Costa, disse que o bloco europeu sempre vai garantir que os interesses de seus estados membros sejam protegidos.

Então a gente tem agora a seguinte situação: Macron, Sanchez e o primeiro ministro britânico Keir Starmer seguem resistindo às exigências de Trump.

Starmer só tem autorizado operações que chama de defensivas. Macron dizendo que a guerra com o Irã não está em conformidade com o direito internacional e não pode ser apoiada.

Os países europeus não querem participar ativamente de uma guerra que eles não começaram.

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