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Trump discute aumento da produção de armas após ataques ao Irã

Encontro com grandes empresas do setor militar ocorreu enquanto o Pentágono tenta recompor estoques de armamentos após operações recentes no Oriente Médio

Por Alexandre de Aquino | Atualizado em
Donald Trump no Salão Oval da Casa Branca
Câmera Fotográfica (Foto: Jonathan Ernst/Reuters)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reuniu-se com executivos de sete grandes empresas do setor de defesa nesta sexta-feira (06/03), conforme anunciou em uma postagem nas redes sociais, enquanto o Pentágono trabalha para recompor estoques reduzidos após os ataques dos EUA ao Irã e outras operações militares recentes.

A reunião destaca o esforço do governo americano para reforçar os estoques de armamentos, depois que a operação militar contra o Irã consumiu grandes quantidades de munição.

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Acabamos de concluir uma reunião muito boa com as maiores empresas de fabricação do setor de defesa dos EUA, onde discutimos a produção e os cronogramas de produção”, escreveu Trump em sua rede social.

Participaram do encontro representantes de gigantes da indústria militar, como Lockheed Martin, RTX, BAE Systems, Boeing, Honeywell Aerospace, L3Harris e Northrop Grumman, segundo o presidente.

De acordo com uma autoridade americana, negociadores do Pentágono não conseguiram avançar nas negociações com empreiteiras de defesa com a rapidez desejada. O governo também tem aumentado a pressão sobre as empresas do setor para priorizar a produção de armamentos em vez de distribuir lucros a acionistas. Em janeiro, Trump assinou um decreto para identificar empresas consideradas de baixo desempenho em contratos federais enquanto mantêm pagamentos elevados a investidores.

Desde a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022 e as operações militares de Israel em Gaza, os Estados Unidos reduziram seus estoques de armas em bilhões de dólares, incluindo sistemas de artilharia, munições e mísseis antitanque.

No centro das negociações estão acordos com grandes contratadas, especialmente a Lockheed Martin, disseram fontes do governo e executivos do setor. Em janeiro, a empresa fechou um contrato de sete anos com o Pentágono para ampliar a produção anual de interceptores de mísseis PAC-3 para cerca de 2.000 unidades, ante aproximadamente 600 por ano anteriormente.

A companhia também informou que pretende quadruplicar a produção de interceptores do sistema THAAD, passando de 96 para 400 unidades anuais.

Após o encontro desta sexta-feira, Trump afirmou que as empresas concordaram em quadruplicar a produção de munições guiadas de precisão, embora tenha ressaltado que o esforço para ampliar a fabricação começou cerca de três meses atrás.

A demanda por sistemas de defesa aérea, como o PAC-3, tem crescido entre os Estados Unidos e aliados, diante do aumento das tensões geopolíticas e do conflito envolvendo o Irã.

Leia mais: Gastos militares globais atingem US$ 2,7 tri e Lula pede fim da escalada armamentista

A reunião na Casa Branca também ocorre em meio à possibilidade de um pedido de orçamento suplementar de cerca de US$ 50 bilhões, valor revelado inicialmente pela Reuters. Os recursos seriam destinados à reposição de armas utilizadas em conflitos recentes, especialmente no Oriente Médio.

Esse pacote poderia se somar a outros US$ 150 bilhões adicionais em gastos com defesa previstos em outra proposta orçamentária.

  • Por Reuters


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