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Como a guerra no Oriente Médio encarece a comida e o frete no Brasil

Programa ‘Dinheiro TMC’ analisa os efeitos do conflito sobre os alimentos, alerta para os cuidados com o Imposto de Renda e desvenda estratégias do mercado de luxo

Por Redação TMC | Atualizado em
Fumaça sobe na zona industrial de petróleo de Fujairah. nos Emirados Árabes, após um incêndio causado por destroços da interceptação de um drone
Câmera Fotográfica Fumaça sobe na zona industrial de petróleo de Fujairah. nos Emirados Árabes, após um incêndio causado por destroços da interceptação de um drone (Amr Alfiky/Reuters)

A economia é um organismo vivo onde eventos globais e decisões cotidianas estão intimamente conectados. No programa Dinheiro TMC deste sábado (07/03), as apresentadoras Estela Ribeiro e Bruna Alleman destrincharam temas complexos da economia, traduzindo como a geopolítica internacional, a temporada de impostos e as táticas do comércio afetam diretamente a vida do consumidor brasileiro.

O agravamento das tensões no Oriente Médio, envolvendo países como Irã e Israel, acende um alerta direto para a inflação no Brasil. A região é responsável pelo escoamento de cerca de 20% do petróleo mundial. Qualquer instabilidade afeta o preço do barril, o que encarece os combustíveis (gasolina, diesel e querosene de aviação).

O programa explica que o aumento do combustível encarece o frete. Como a base da distribuição no Brasil é rodoviária, esse custo extra de transporte é inevitavelmente repassado ao consumidor final, resultando em alimentos mais caros nas prateleiras.

A Petrobras possui um mecanismo de contenção de preços que absorve flutuações de curto prazo, evitando repasses imediatos às bombas. No entanto, se o conflito se prolongar, a estatal será forçada a reajustar os valores para não comprometer seu caixa.

Além disso, o programa destacou um paradoxo brasileiro: embora o país produza muito petróleo, falta capacidade industrial para refino, o que nos obriga a exportar óleo cru e importar combustíveis prontos, deixando o país exposto às variações internacionais.

O cerco da Receita Federal no Imposto de Renda

Com o prazo de entrega da declaração do Imposto de Renda (IR) se encerrando em 29 de maio, o alerta aos contribuintes é claro: a Receita Federal está com sistemas de cruzamento de dados cada vez mais sofisticados. Movimentações bancárias, especialmente via PIX, estão sob o radar.

O conselho de especialistas é evitar fazer o processo “de qualquer jeito”. A contratação de um contador tornou-se fundamental, especialmente para Microempreendedores Individuais (MEIs) e profissionais autônomos (PJs), dado o alto nível de complexidade do sistema tributário brasileiro. Erros simples podem levar o contribuinte direto para a “malha fina”.

A psicologia do consumo e as finanças do dia a dia

No quadro “Economia na Rua”, o programa respondeu a dúvidas práticas dos consumidores, revelando as estratégias por trás de situações rotineiras:

  • Desconto no Pix: o lojista oferece abatimentos porque o Pix elimina os intermediários (as operadoras de maquininhas de cartão), isentando-o das taxas por transação. O desconto é o repasse dessa economia ao cliente.
  • A “armadilha” do supermercado: produtos básicos, como arroz e pão, ficam no fundo das lojas por uma questão comportamental. A estratégia obriga o cliente a percorrer corredores cheios de ofertas e itens supérfluos, estimulando a compra por impulso.
  • Garantia estendida: vale a pena? Matematicamente, só é vantajosa para eletrodomésticos ou eletrônicos de alto valor agregado (como geladeiras ou smartphones caros), cujo conserto ou reposição teria um impacto financeiro severo. Para itens baratos (como ventiladores ou liquidificadores), não compensa.

O paradoxo do mercado imobiliário de alto padrão

Em um cenário de juros altos (Selic), o mercado imobiliário tradicional costuma retrair, já que o financiamento fica mais caro. No entanto, o segmento de altíssimo padrão em São Paulo (em bairros como Itaim Bibi e Jardins) vive um “boom” de vendas.

Em entrevista ao programa, Felipe Abramovay, CEO de uma empresa do setor, explicou o fenômeno. O comprador de luxo, muitas vezes ligado à “nova economia” (mercado financeiro e tecnologia), não depende de crédito imobiliário. Ele compra imóveis como forma de diversificação e alocação de patrimônio. Além disso, há uma forte demanda por prédios mais modernos e tecnológicos que, apesar de terem o metro quadrado mais caro, oferecem taxas de condomínio mais baratas que os edifícios antigos da capital paulista.

Leia mais: Vai ao show? Dinheiro TMC explica como evitar a taxa do aplicativo

Entretenimento em fusão

O programa também repercutiu movimentações corporativas, como a possível compra da Warner pela Paramount, estimada em mais de 100 bilhões de dólares. A operação reflete uma tendência de consolidação no mercado de streaming, que busca unificar custos de produção e combater a “fadiga de assinaturas” por parte dos consumidores, que já não conseguem pagar por tantas plataformas diferentes.

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