O presidente norte-americano Donald Trump afirmou nesta segunda-feira (09/03) que o governo dos Estados Unidos está “pensando” em assumir o controle do Estreito de Ormuz. A declaração foi feita em entrevista à CBS News. A passagem marítima, localizada no Golfo Pérsico, é responsável pelo transporte de aproximadamente um quinto dos embarques globais de petróleo e gás natural liquefeito.
A Casa Branca mantém em análise um plano para assumir o controle da região. As Forças Armadas dos Estados Unidos elaboram estratégias para facilitar a passagem de navios pelo estreito, segundo informou o assessor econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, à CNBC e à Bloomberg Television na sexta-feira (06/03).
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A consideração do governo norte-americano ocorre após ataques realizados pelo Irã contra embarcações na região. A Guarda Revolucionária Iraniana atacou pelo menos cinco navios. O tráfego pelo estreito foi praticamente interrompido. Um número limitado de petroleiros transita pela passagem marítima.
Os preços do petróleo dispararam desde o início da guerra com o Irã. As cotações oscilam em torno dos 100 dólares por barril. A passagem marítima representa um dos pontos energéticos mais críticos do planeta.
Um alto funcionário da Guarda Revolucionária Iraniana afirmou em 2 de março que o Estreito de Ormuz estava fechado. O funcionário alertou que o Irã abriria fogo contra qualquer navio que tentasse passar. A Guarda Revolucionária informou em 7 de março ter atingido um petroleiro com bandeira das Ilhas Marshall no Estreito de Ormuz, segundo a mídia estatal iraniana.
A UKMTO (United Kingdom Maritime Trade Operations) relatou diversos ataques contra navios na região desde 1º de março. Os ataques incluíram um petroleiro próximo ao Kuwait. Um navio porta-contêineres foi atingido no próprio Estreito de Ormuz.
Trump declarou que a Marinha dos EUA poderia escoltar petroleiros pelo estreito. O presidente orientou a Corporação Financeira de Desenvolvimento Internacional dos EUA a fornecer seguro contra riscos políticos. A corporação também deve oferecer garantias financeiras para a navegação no Golfo.
Hassett recusou-se a fornecer detalhes sobre o cronograma do plano militar. Armadores e analistas duvidam que as medidas anunciadas por Trump sejam suficientes para resolver a situação na região.
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