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Jornalista especializada em economia e finanças, Bruna Allemann descomplica o mercado financeiro e orienta sobre as melhores práticas de economia pessoal, investimentos e planejamento financeiro.

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Conflitos globais e a alta do barril de petróleo: o impacto no seu bolso e na inflação

É comum observar no noticiário informações sobre a alta do petróleo, a variação do dólar e os conflitos geopolíticos. A relação desses fatores com o bolso do consumidor passa, primeiramente, pelo IPCA, que é o índice de inflação. Esse indicador mede o aumento médio dos preços dos produtos e serviços que impactam a vida das […]

Por Bruna Allemann | Atualizado em
Bomba de combustível abastece um veículo Audi em um posto Mobil na Beverly Boulevard, em West Hollywood, Califórnia (EUA)
Câmera Fotográfica (Foto: Bing Guan/Arquivo/Reuters)


É comum observar no noticiário informações sobre a alta do petróleo, a variação do dólar e os conflitos geopolíticos. A relação desses fatores com o bolso do consumidor passa, primeiramente, pelo IPCA, que é o índice de inflação. Esse indicador mede o aumento médio dos preços dos produtos e serviços que impactam a vida das pessoas. Dentro da cesta de itens que compõem o índice, o setor de transportes é o principal impulsionador das alterações de valores.

Quando ocorrem conflitos no Oriente Médio, região por onde transita de 20% a 40% de todo o petróleo mundial através de estreitos, o preço do produto aumenta. Como a commodity é cotada em dólar e está embutida no índice de inflação, o reflexo nos preços do Brasil é direto.

O petróleo é o combustível base para diversas áreas: a sua alta eleva o preço da gasolina, enquanto o encarecimento do querosene afeta o valor das passagens aéreas. O aumento do diesel, por sua vez, eleva o custo do transporte de cargas, impactando o frete de diversos produtos, incluindo itens básicos de consumo, como frutas e verduras.

Apesar desse cenário, a Petrobras possui um programa de preços que atua para segurar oscilações bruscas. Se o petróleo oscilar em um curto espaço de tempo, ficando fora do padrão por cerca de uma semana, a estatal consegue reter essa variação. Com isso, o aumento não é repassado imediatamente para as refinarias e não chega de forma direta ao combustível na bomba.

Na economia, o aumento de preços relacionado aos produtos não é automático, tratando-se de um efeito comportamental que ocorre ao longo do tempo. O mercado financeiro atua como um índice de confiança e comportamento humano, guiado pela certeza e pela incerteza. Quanto maior a incerteza dos investidores em relação a um cenário, maior será a alta dos preços; quando há certeza e confiança, o preço cai. As declarações de líderes políticos sobre a continuidade ou o fim de conflitos, por exemplo, impactam diretamente essas flutuações.

Por essa razão, é necessário acompanhar o avanço dos conflitos geopolíticos na região do Oriente Médio. Ao longo do tempo, essas tensões podem indicar pressão sobre a inflação no Brasil, gerando aumento de preços e afetando diretamente o poder de compra e o valor do dinheiro do consumidor.

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