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Trump promete bombardear Irã 20 vezes mais forte se houver bloqueio no Estreito

Presidente norte-americano ameaça eliminar alvos iranianos caso país interrompa fluxo de petróleo na rota que transporta 20% do óleo mundial

Por Redação TMC | Atualizado em
Trump fala aos jornalistas na Casa Branca
Câmera Fotográfica (Foto: Jonathan Ernst/Reuters)

Os Estados Unidos bombardearão o Irã com intensidade “vinte vezes mais forte” caso o país bloqueie o transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz. O presidente norte-americano, Donald Trump, fez a ameaça nesta segunda-feira (09/03) em publicação na rede social Truth Social.

A declaração ocorre em meio à pressão do mercado e à alta do barril de petróleo, que se aproximou de US$ 120 e derrubou bolsas ao redor do mundo. Trump afirmou que Washington responderá com força desproporcional se Teerã impedir a passagem de embarcações petroleiras pela rota marítima. 

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O mandatário americano disse que os Estados Unidos eliminarão alvos iranianos de maneira a tornar impossível a reconstrução do país. “Se o Irã fizer qualquer coisa que interrompa o fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz, será atingido pelos Estados Unidos da América vinte vezes mais forte do que foi até agora“, escreveu o presidente.

“Além disso, eliminaremos alvos facilmente destruíveis, o que tornará virtualmente impossível que o Irã volte a se reconstruir, como nação, novamente — Morte, Fogo e Fúria cairão sobre eles — Mas espero, e rezo, para que isso não aconteça!”, completou Trump.

Na mesma segunda-feira, Trump concedeu entrevista à emissora CBS News. O presidente reiterou as ameaças ao Irã e declarou que avalia assumir o controle da passagem marítima.

Se fizerem qualquer coisa errada, será o fim do Irã e vocês nunca mais ouvirão esse nome novamente“, afirmou Trump à CBS News.

Leia mais: EUA estudam assumir controle do Estreito de Ormuz após ataques do Irã a navios

O governo iraniano declarou ter fechado o Estreito de Ormuz desde a semana anterior. Teerã anunciou ofensivas contra navios que tentarem atravessar a região. Washington contesta que a rota esteja bloqueada. O tráfego de embarcações diminuiu nos últimos dias.

A passagem marítima transporta aproximadamente 20% de todo o petróleo comercializado globalmente. A rota atravessa zona sob influência estratégica iraniana.

Trump classificou o anúncio como um “presente” para a China e todos os países que dependem da rota marítima.

A valorização do barril pode impactar diretamente a economia norte-americana. As eleições presidenciais estão agendadas para novembro.

Trump afirmou na entrevista à CBS News que a guerra contra o Irã deve acabar em breve. Segundo o presidente, o conflito está “praticamente concluída”. A cotação do petróleo passou a cair após as declarações sobre o possível fim da guerra.

O Estreito de Ormuz

A passagem entre Omã e o Irã é responsável pelo transporte de cerca de 20% de todo o petróleo comercializado no mundo. Navios que saem da região produtora rumo à Ásia, Europa e Américas utilizam a rota.

Desde a Antiguidade, a passagem conectava a Pérsia, a Mesopotâmia e a Índia ao Oceano Índico. Potências europeias disputaram o controle da região nos séculos XVI e XVII para proteger suas rotas marítimas.

A descoberta de grandes reservas de petróleo no Golfo Pérsico no século XX ampliou a relevância do estreito. Após a Segunda Guerra Mundial, ele se consolidou como via essencial para o transporte de petróleo do Oriente Médio para outros continentes.

Durante a guerra entre Irã e Iraque (1980-1988), navios petroleiros foram atacados. Os EUA passaram a escoltar embarcações na região.

O estreito é um dos principais focos de tensão geopolítica desde então. O Irã já ameaçou fechá-lo em resposta a sanções e conflitos com os EUA e Israel. O país nunca interrompeu a navegação por longos períodos.

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