O vice-governador Mateus Simões (PSD) foi empossado governador de Minas Gerais neste domingo (22/03). A posse ocorreu após a renúncia de Romeu Zema (Novo), que deixou o cargo para viabilizar sua candidatura à Presidência da República. A Assembleia Legislativa do estado conduziu a cerimônia de posse do novo chefe do Executivo mineiro.
A transferência do cargo aconteceu em duas etapas. Simões tomou posse na Assembleia Legislativa estadual. Depois, uma cerimônia simbólica foi realizada no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte. O evento reuniu autoridades e representantes políticos do estado.
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Durante o discurso de transmissão de cargo, Zema fez um balanço de sua administração. O ex-governador declarou que sua gestão “devolveu Minas Gerais aos mineiros de bem”. A frase representa uma crítica ao governo anterior, comandado por Fernando Pimentel (PT).
O político do Novo também direcionou críticas ao governo federal. “O Brasil está sendo destruído por esse governo que está lá em Brasília, está sendo destruído pelo sistema que destruiu Minas Gerais. Não somos um país fracassado, nós somos um país roubado”, afirmou Zema. As declarações refletem o posicionamento político que deve marcar sua campanha presidencial.
A saída de Zema do governo estadual atende à exigência legal para candidatos que ocupam cargos executivos. A legislação eleitoral estabelece prazos específicos para desincompatibilização. O prazo final para desligamento está fixado em 4 de abril.
Zema formalizou sua pré-candidatura à Presidência pelo Novo em agosto de 2025. Desde então, o ex-governador tem estruturado sua campanha. A renúncia ao cargo estadual representa um passo necessário para viabilizar juridicamente sua participação na corrida presidencial.
Na semana anterior à renúncia, Zema esclareceu aspectos sobre sua candidatura. Ele afirmou que pretende ir até o fim da campanha como cabeça de chapa. O ex-governador também negou a existência de qualquer articulação para uma eventual aliança com o senador Flávio Bolsonaro (PL) ou com partidos da direita tradicional.
Com a posse de Simões, Minas Gerais passa a ter um governador do PSD. O partido integra a base de apoio do governo federal. Simões assume o governo mineiro em um momento de transição política nacional, com a proximidade das eleições presidenciais.
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